Geral
Alckmin destaca impactos positivos do acordo Mercosul-União Europeia
Vice-presidente ressalta papel do Congresso e projeta avanços econômicos com a ratificação do tratado
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou o reconhecimento do governo federal ao Congresso Nacional pelo papel fundamental na ratificação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alckmin participou da sessão solene do Congresso para promulgação do decreto legislativo que ratifica o acordo provisório de comércio entre os dois blocos.
Alckmin enfatizou que o tratado deve gerar impactos positivos nas principais variáveis macroeconômicas do país.
"Quero registrar, em nome do presidente Lula, o reconhecimento do governo federal ao Congresso Nacional pelo papel decisivo e responsável desempenhado ao longo desse processo", afirmou Alckmin durante a cerimônia, que contou ainda com a presença dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; além dos relatores do projeto, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) e senadora Tereza Cristina (PP-MS). "A aprovação desse acordo é fruto de diálogo institucional, compromisso com o interesse nacional e visão estratégica de longo prazo", completou o vice-presidente.
Segundo Alckmin, ao fortalecer a parceria entre Mercosul e União Europeia e ampliar a integração regional, o Brasil reafirma sua escolha política. "Dois grandes projetos históricos de integração voltam a se encontrar. O acordo entre Mercosul e União Europeia conecta dois blocos econômicos que, juntos, somam mais de 700 milhões de pessoas e um quarto da economia mundial. Trata-se do maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul e o maior acordo de comércio entre blocos do mundo", ressaltou.
Ele acrescentou que o tratado irá diversificar mercados, reduzir vulnerabilidades externas, fortalecer a integração e ampliar a resiliência da economia brasileira frente a choques globais. "É um instrumento de política econômica e também de política externa, alinhado a uma estratégia de desenvolvimento sustentável e inclusivo. Estimativas do Ministério da Indústria indicam que o acordo gera impactos positivos em todas as principais variáveis macroeconômicas do Brasil", afirmou. Entre os benefícios, Alckmin citou a expansão do PIB, aumento das exportações, estímulo ao investimento nacional e estrangeiro, geração de empregos, redução de custos e maior oferta ao consumidor.
A expectativa do governo é que o acordo entre em vigor em até 60 dias após a promulgação, prevista para o mês de maio.
Alckmin também aproveitou a ocasião para solicitar o apoio do Senado aos acordos do Mercosul com Singapura e com a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta), composta por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. "Somados ao acordo Mercosul-União Europeia, esses instrumentos elevarão de 12% para 31% o comércio brasileiro amparado por acordos comerciais", destacou.
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