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Correios avaliam novo complemento de empréstimo para 2026, afirma ministra Esther Dweck

Aporte da União deve ficar para 2027, mas estatal pode buscar recursos adicionais no mercado ainda este ano.

17/03/2026
Correios avaliam novo complemento de empréstimo para 2026, afirma ministra Esther Dweck
Correios - Foto: Divulgação/Agência Brasil

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou nesta terça-feira (17) que, apesar do pedido dos Correios, não deve haver transporte da União na estatal em 2026. Segundo a ministra, esse movimento pode ocorrer apenas em 2027. Ela destacou ainda que os Correios estudaram uma nova rodada de empréstimo para este ano e celebrou os resultados positivos do plano de reestruturação da empresa.

"Em relação ao aporte, isso estava previsto inclusive no contrato que foi contratado com os bancos, tinha a previsão de aporte da União. Então, os Correios tinham que pedir mesmo, só que no próprio contrato que foi contratado dizia que poderia ser 2026 ou 2027, até 2027. Então, isso está sendo estudado. Provavelmente, o aporte esse ano não deve acontecer, pode acontecer até 2027, mas eles estão vendendo, eventualmente, algum complemento de empréstimo", explicou a ministra.

O Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, já havia noticiado o pedido de transporte feito pelos Correios à União. Mesmo diante de uma possível negativa, a avaliação é que os avanços no plano de recuperação financeira do estatal permitem a obtenção de recursos no mercado.

Inicialmente, os Correios estimaram a necessidade de captar R$ 20 bilhões para financiar sua reestruturação. No final de 2023, a empresa conseguiu um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a um consórcio de bancos, em uma operação com garantia da União. Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o Tesouro Nacional a garantir novas operações de até R$ 8 bilhões.

Fontes próximas ao tema afirmam que as ações de recuperação financeira já romperam proporcionaram folga na caixa da estatal, o que pode permitir o parcelamento da captação desses R$ 8 bilhões, sem a necessidade de realizar toda a operação em 2026. A definição do valor a ser captado em 2024 será feita pelo Conselho de Administração dos Correios.

Como mostrou o Broadcast, os Correios renegociaram 98,2% de suas dívidas até a última sexta-feira (13), resultando em uma economia de R$ 321 milhões. O estatal também conseguiu parcelar o pagamento de R$ 1 bilhão em tributos e R$ 700 milhões em precatórios, ampliando o espaço no fluxo de caixa. Além disso, a empresa planeja aumentar as receitas com leilões de imóveis ainda este ano.

A ministra Esther Dweck comemorou os resultados do plano de reestruturação, com receitas acima do esperado. Segundo ela, o acompanhamento das finanças estaduais é feito com frequência superior a mensal, tanto por ela quanto por outros ministros.

"Estamos muito satisfeitos que a proposta de restauração esteja sendo seguida com resultados positivos, inclusive com a receita superando as expectativas. Isso nos dá confiança de que o processo gradual permitirá que os Correios superem a situação financeira enfrentada no ano passado", concluiu o ministro.