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Supremo condena deputados do PL por corrupção passiva
STF forma maioria para condenar parlamentares por cobrança de propina em emendas; relator foi o ministro Cristiano Zanin
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta terça-feira (17), dois deputados federais e um suplente do PL pelo crime de corrupção passiva.
Por unanimidade, com placar de 4 votos a 0, o colegiado aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE), acusados de cobrar propina para libertar emendas parlamentares.
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Segundo a acusação, entre janeiro e agosto de 2020, os parlamentares solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberar R$ 6,6 milhões em emendas ao município de São José de Ribamar (MA).
O voto do relator, ministro Cristiano Zanin, prevaleceu no julgamento. Zanin afirmou que há provas robustas de que os acusados praticaram corrupção passiva ao exigir pagamento de propina então ao prefeito do município, José Eudes, responsável por denunciar o caso.
Os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o relator.
O colegiado também decidiu absolver os réus da acusação de organização criminosa.
A sessão de julgamento segue para definição das penas dos condenados.
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