Geral
Relação com os EUA é prioridade, mas com respeito à soberania, afirma presidente do México
Claudia Sheinbaum reforça compromisso com diálogo e comércio, mas destaca limites impostos pela autonomia nacional
Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (16), a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que manter uma relação sólida com os Estados Unidos é prioridade para seu governo, desde que sejam respeitados os princípios de soberania e autodeterminação do país.
"Ter uma boa relação com o governo dos EUA é uma prioridade. Dentro de qual estrutura? Com respeito à nossa soberania, respeito à nossa autodeterminação, respeito e apoio mútuos e confiança. Esses são os quatro princípios".
A declaração ocorre no contexto do início formal da renegociação do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) entre México, EUA e Canadá, e após o presidente norte-americano, Donald Trump, criticar Sheinbaum por recusar auxílio externo no combate aos cartéis de drogas.
O secretário de Economia do México, Marcelo Ebrard, informou que a primeira rodada de negociações com os Estados Unidos está marcada para esta quarta-feira (18), como parte da revisão do tratado.
Segundo Ebrard, o México defenderá a manutenção do acordo e a eliminação de tarifas durante o encontro.
"Cabeças frias e firmeza nos guiarão", declarou o secretário, que recentemente se reuniu com líderes empresariais mexicanos, os quais apoiam o governo nas discussões sobre o acordo comercial.
De acordo com o documento "Resultados das Mesas Redondas de Consulta Pública para a Revisão do USMCA", elaborado pelo Ministério da Economia do México, 83% dos setores mexicanos consultados avaliaram o impacto do tratado como "muito positivo" ou "positivo".
Apoio a Cuba
Sheinbaum também comentou a mensagem publicada por seu antecessor, Andrés Manuel López Obrador, nas redes sociais, na qual pede apoio ao povo cubano diante do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.
"Ao defender Cuba, o México se defende de futuras intervenções dos Estados Unidos; nesse contexto, diferentes governos mexicanos têm defendido a ilha diante de pressões externas, especialmente de Washington", avaliou à Sputnik o professor David García, da Faculdade de Estudios Superiores Aragón da Universidad Nacional Autónoma de México.
"Durante décadas, o México foi, em algumas ocasiões, um dos poucos países da América Latina que manteve uma posição constante de apoio à Revolução Cubana, apelando justamente a esses princípios de política externa", acrescentou.
Como o México mantém uma relação próxima com Cuba e um vínculo estratégico com os EUA, o analista considera que essa dupla interlocução pode conferir ao país um papel potencial de mediador entre as duas nações:
"Diante desse cenário, começaram a surgir sinais de aproximação entre setores das elites cubanas e funcionários norte-americanos, o que abre a possibilidade de uma negociação; nesse eventual processo, o México poderia desempenhar um papel relevante como interlocutor".
Uma delegação solidária formada por membros do Comité Provincial del Partido Comunista de Andalucía en Sevilla realizou em Havana a entrega de uma importante doação de medicamentos destinada a fortalecer o sistema de saúde cubano.
Por Sputnik Brasil
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