Geral
Presidente sul-coreano alerta para crise prolongada no Oriente Médio e cobra ações internas
Lee Jae-myung orienta governo e sociedade a se prepararem para instabilidade do petróleo e proteção aos mais vulneráveis
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, alertou nesta terça-feira (17) para o risco de um conflito prolongado no Oriente Médio, destacando a necessidade de o país se preparar para nova volatilidade nos preços do petróleo e possíveis impactos econômicos.
Durante reunião do governo, Lee enfatizou que é preciso adotar medidas considerando até mesmo o pior cenário. “Agora é necessário desenvolver medidas considerando a natureza prolongada da situação, incluindo até mesmo o pior cenário possível”, afirmou.
Segundo o presidente, se a atual dinâmica internacional persistir, os preços do petróleo, que haviam se estabilizado, podem voltar a subir, aumentando a pressão econômica sobre o país e afetando o padrão de vida da população.
Lee orientou as autoridades a intensificarem esforços diplomáticos para garantir fontes alternativas de energia. Ele lembrou que a Coreia do Sul já adotou medidas como a importação adicional de petróleo dos Emirados Árabes Unidos.
Entre as recomendações, Lee sugeriu preparativos nacionais para a conservação de energia, incluindo possíveis restrições ao uso de veículos, como a adoção de cronogramas de rodízio de cinco ou dez dias.
O presidente também destacou que o governo pode avaliar a implementação de controles de exportação e decretar emergências energéticas, além de considerar o aumento da produção em usinas nucleares, se necessário.
“Como uma medida de médio prazo, é necessário fazer a transição de um sistema energético baseado em combustíveis fósseis para um sistema de energia renovável o mais rápido possível”, reforçou Lee.
Lee Jae-myung ainda alertou para os riscos sociais de uma crise prolongada, que pode afetar de forma desproporcional os grupos mais vulneráveis, enquanto outros podem tentar lucrar com a situação. O presidente defendeu a criação urgente de um orçamento suplementar para apoiar as populações socialmente vulneráveis e os exportadores.
Por Sputnik Brasil
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