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STF mantém tornozeleira eletrônica de Bacellar e prisões em caso de vazamento na PF

Ministro Alexandre de Moraes decide manter medidas cautelares contra deputado e desembargador investigados por obstrução de operação policial.

16/03/2026
STF mantém tornozeleira eletrônica de Bacellar e prisões em caso de vazamento na PF
STF mantém tornozeleira eletrônica e prisões em investigação sobre vazamento de operação da PF. - Foto: © Antonio Augusto

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (16) manter a prisão preventiva do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, além do uso de tornozeleira eletrônica pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar (União) e por Thárcio Nascimento Salgado.

Mais cedo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o grupo por obstrução de investigação da Polícia Federal (PF) relacionada ao Comando Vermelho (CV), no contexto do vazamento de informações da Operação Oricalco/Zargun.

Segundo a denúncia da PGR, o desembargador teria decretado a prisão de um ex-parlamentar, mas avisou previamente Bacellar, repassando informações sigilosas sobre a Operação Zargun, em setembro do ano passado. O principal alvo da operação era o então deputado TH Joias.

TH Joias, preso desde setembro, é acusado de intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho. Conforme o documento, o vazamento permitiu que ele escapasse antes da chegada da polícia, retirando computadores e mídias de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e fugindo de sua residência na véspera da ação.

Bacellar está licenciado da Alerj desde 10 de dezembro do ano passado. Ele chegou a ficar uma semana preso, suspeito de vazar informações sobre a operação da PF. A medida não altera o comando da Alerj, atualmente sob responsabilidade do vice-presidente Guilherme Delaroli (PL).

No dia 8 de dezembro, a Alerj formou maioria para derrubar a prisão decretada pelo STF contra o presidente da Casa.

Em mensagens divulgadas pela PF, foi revelada uma relação de amizade entre o desembargador e Rodrigo Bacellar, ambos alvos da investigação. As conversas foram citadas pelo ministro Alexandre de Moraes ao determinar a prisão do magistrado.

Por Sputinik Brasil