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Guerra com o Irã expõe limites do poder militar dos EUA, avalia analista
Veterano correspondente destaca fragilidades dos EUA diante dos desafios impostos pelo Irã e pela região do Oriente Médio.
Os Estados Unidos detêm um vasto poderio militar, mas ainda enfrentam limitações em sua capacidade de influência global, avalia o experiente correspondente de guerra Elijah J. Magnier, em entrevista à Sputnik.
Segundo Magnier, mesmo após "47 anos de máxima pressão e sanções" impostas ao Irã, Washington não conseguiu superá-lo e, atualmente, recorre ao apoio de outros países para manter aberto o estratégico estreito de Ormuz.
"Vemos o país mais poderoso do mundo e o exército mais forte do Oriente Médio, que é Israel, lutando contra o Irã e não conseguindo atingir seus objetivos, pedindo apoio aos europeus e à OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte]", observa o analista.
A presença militar americana no Oriente Médio também foi colocada em xeque, já que os EUA não conseguem garantir a proteção de suas próprias bases militares na região, tampouco defender os países que as hospedam.
"Acho que a imagem dos Estados Unidos sofreu danos severos, muito maiores que os danos infligidos ao Irã", acrescenta Magnier.
Para agravar a situação, Washington e Tel Aviv não conseguiram cumprir nenhum de seus objetivos declarados — seja a destruição do programa de mísseis iraniano, seja o desmantelamento do programa nuclear do país.
Enquanto isso, as alegações do ex-presidente Donald Trump de que os EUA destruíram toda a capacidade de mísseis do Irã não se sustentam, já que a República Islâmica apresenta regularmente evidências em contrário, por meio de múltiplos lançamentos.
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