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Custo do gás e energia pode pressionar indústria caso guerra se prolongue, alerta CNI
Conselho da CNI aponta riscos de aumento nos preços do gás natural e energia para o setor industrial brasileiro diante do conflito no Oriente Médio.
O Conselho de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (Coinfra/CNI) alertou nesta segunda-feira, 16, para os potenciais impactos da guerra no Oriente Médio sobre o setor industrial brasileiro. Caso o conflito se estenda, é esperado um aumento significativo nos preços para indústrias que dependem do gás natural em seus processos produtivos, como as dos segmentos químico, siderúrgico, petroquímico, cerâmico e de vidro.
Além do impacto direto sobre esses setores, a Coinfra/CNI destaca a previsão de elevação nos preços de fertilizantes que utilizam o gás natural como matéria-prima, bem como uma possível pressão sobre os custos de geração de energia nas termoelétricas movidas a gás natural. Atualmente, o Brasil conta com 178 usinas desse tipo em operação, responsáveis por 60% da geração térmica e 9% do total da matriz elétrica nacional.
O principal entrave, segundo o Conselho, está na indexação contratual dos preços. Uma parte expressiva dos contratos industriais é atrelada ao Brent, enquanto, no caso das termoelétricas, a referência é o índice asiático JKM. Esses contratos costumam ter reajustes trimestrais, baseados na média dos preços dos últimos 90 dias. Muitos contratos de gás natural poderão sofrer reajustes a partir de 1º de maio de 2026.
"Caso a guerra não termine antes disso, teremos uma pressão de custos e sérios problemas econômicos para as indústrias, em razão da dependência de gás e energia", alertou a Coinfra/CNI. O Conselho também chama atenção para o risco de impactos em contratos futuros no setor elétrico.
Segundo o Conselho, "com as turbulências no mercado de GNL (gás natural liquefeito), aumenta a percepção de risco para projetos de usinas termelétricas que pretendem participar do leilão de reserva de capacidade em forma de potência (LRCAP)".
O leilão de reserva de capacidade, previsto para esta semana, será o principal certame do ano, com expectativa de contratação expressiva para expansão de hidrelétricas e novas termelétricas a gás natural, além da recontratação de usinas existentes a gás, carvão, óleo diesel, óleo combustível e biodiesel.
A Coinfra/CNI também ressalta que o preço do gás natural no Brasil já está entre os mais altos do mundo. Com o agravamento do conflito no Oriente Médio, a tendência é de um "severo agravamento dos custos para toda a cadeia produtiva". O presidente do Conselho de Infraestrutura da CNI, Alex Dias Carvalho, afirmou em nota que é necessário "discutir medidas para minimizar a eventual alta desses insumos".
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