Geral
Premiê belga sugere reaproximação com Rússia e reacende discussão sobre energia na Europa
Declaração de Bart De Wever contraria posição oficial da UE e gera reações em meio à crise no Oriente Médio
O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, defendeu que a União Europeia (UE) deveria "normalizar as relações com a Rússia" para recuperar o acesso à energia barata, contrariando a política de apoio firme à Ucrânia e reacendendo o debate europeu sobre custos energéticos em meio à escalada de desvio no Oriente Médio.
De Wever, em entrevista a um veículo belga, afirmou de forma pragmática que a UE deveria reconsiderar sua estratégia em relação a Moscou. “Os líderes europeus concordam comigo, mas ninguém se atreve a dizer isso em voz alta. Precisamos acabar com o conflito no interesse da Europa”, declarou, segundo o Financial Times.
Desde o início da operação militar russa na Ucrânia, a UE destinou centenas de bilhões de euros ao governo ucraniano e prejudica significativamente a importação de petróleo e gás russo, fontes essenciais de energia para o continente. A recente escalada no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, elevou ainda mais os preços da energia, reacendendo discussões internas sobre segurança energética e impactos para famílias e empresas europeias.
De Wever, que já havia bloqueado o uso de ativos russos congelados para financiar empréstimos à Ucrânia, criticou a atual estratégia de armar Kiev e tentou sufocar a economia russa, dizendo que a abordagem só teria sucesso com apoio total dos Estados Unidos. Para ele, restaria apenas "fazer um acordo".
As declarações do primeiro-ministro provocaram a ocorrência imediata do ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, que defendeu o diálogo com Moscou, mas rejeitou qualquer possibilidade de normalização das relações. Prévot reiterou que o apoio da Bélgica à Ucrânia permanece inalterado e negou que De Wever tenha pedido o fim das avaliações, tentando minimizar o impacto das declarações.
O comissário europeu de Energia, Dan Jorgensen, reforçou que a UE já decidiu, inclusive por lei, não voltar a importar energia russa, afirmando que repetir a dependência do passado seria um erro estratégico.
As declarações de De Wever surgem às vésperas de uma reunião dos ministros das Relações Exteriores da UE em Bruxelas, que discutirá tanto o conflito ucraniano quanto a crise no Oriente Médio, em um contexto no qual o debate sobre segurança energética volta a ganhar força no bloco.
Nas últimas semanas, a postura da UE em relação à energia russa levou o presidente Vladimir Putin a afirmar que a crise no Oriente Médio exige de Moscou uma abordagem mais pragmática e menos política. Segundo Putin, isso poderia resultar em uma interrupção antecipada do fornecimento de energia à Europa, já que o bloco não sinaliza mudanças em sua posição comercial com a Rússia.
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