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França mantém porta-aviões no Mediterrâneo e recusa pedido dos EUA por apoio em Ormuz

Paris reafirma posição defensiva no Oriente Médio e opta por não enviar navios ao estreito estratégico, mesmo com apelo de Trump.

Sputinik Brasil 15/03/2026
França mantém porta-aviões no Mediterrâneo e recusa pedido dos EUA por apoio em Ormuz
Porta-aviões Charles de Gaulle permanece no Mediterrâneo em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. - Foto: © Sputnik / Aleksandr Vilf

A França decidiu manter seu único porta-aviões, o Charles de Gaulle, no Mediterrâneo Oriental, rejeitando o apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que aliados enviem navios de guerra ao estreito de Ormuz. Segundo o governo francês, a postura do país no Oriente Médio permanece defensiva, apesar da crescente tensão envolvendo EUA, Israel e Irã, que já impacta o fluxo global de petróleo.

O Ministério das Relações Exteriores da França confirmou que o Charles de Gaulle permanecerá no Mediterrâneo, contrariando o pedido de Washington. No sábado (14), Trump solicitou que países como China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros reforçassem a segurança no estreito de Ormuz com o envio de embarcações militares.

Apesar da pressão internacional, Paris mantém sua posição cautelosa diante do cenário regional. “Nossa postura no Oriente Médio não mudou e segue sendo defensiva”, reiterou o ministério.

Na quinta-feira (12), a ministra da Defesa francesa, Catherine Vautrin, declarou que o governo não pretende enviar navios de guerra para o estreito de Ormuz, mesmo com a escalada dos conflitos na área.

Recentemente, em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra alvos no Irã, inclusive na capital Teerã, resultando em danos e vítimas civis. Em resposta, o Irã lançou ofensivas contra território israelense e bases militares americanas na região.

O aumento da tensão gerou um bloqueio de fato no estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) do golfo Pérsico para o mercado mundial. A instabilidade já afeta exportações e a produção de petróleo nos países produtores.