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União Europeia pode enfrentar nova crise energética se não flexibilizar sanções à Rússia, alerta economista

Especialista avalia que, ao contrário dos EUA, bloco europeu não deve aliviar restrições ao petróleo russo, aumentando risco de desabastecimento.

Sputinik Brasil 15/03/2026
União Europeia pode enfrentar nova crise energética se não flexibilizar sanções à Rússia, alerta economista
Navios petroleiros no estreito de Ormuz, rota estratégica afetada por sanções e conflitos recentes. - Foto: © Sputnik / Ruslan Krivobok

Os países da União Europeia correm o risco de enfrentar uma nova crise energética caso não flexibilizem as sanções impostas ao petróleo russo, assim como fizeram recentemente os Estados Unidos. No entanto, todas as indicações apontam que o bloco europeu não pretende adotar essa medida, analisou à Sputnik o doutor em economia Igbal Guliev.

Segundo Guliev, as autoridades norte-americanas agiram para conter a alta dos preços do petróleo, provocada pelo ataque dos EUA e de Israel ao Irã. Na noite de sexta-feira (13), o Tesouro dos EUA autorizou, de forma temporária, a compra de petróleo e derivados russos transportados em navios a partir de 12 de março, com validade até 11 de abril. Essa suspensão das sanções pode liberar até 100 milhões de barris para o mercado.

"Bruxelas não percebe que é hora de flexibilizar as restrições, e se não o fizer agora, a Europa poderá ser rapidamente lançada em uma nova crise energética", afirmou Guliev.

O economista avalia que é improvável que a União Europeia siga o exemplo dos EUA no relaxamento das sanções.

"O tema já foi debatido no bloco e a flexibilização das sanções contra a Rússia foi rejeitada. As autoridades europeias continuam priorizando a navegação no estreito de Ormuz e mantêm discussões sobre o teto de preços, o que atualmente soa irônico. Persistem também as conversas sobre limitar as receitas de Moscou", acrescentou o especialista.

A recente escalada das ações militares dos EUA e de Israel no Irã elevou os preços da energia globalmente, além de provocar interrupções no fornecimento devido à instabilidade no estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio internacional de petróleo.