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Trump diz que conflito com Irã pode durar 'o tempo que for necessário'

Presidente norte-americano evita prever fim do embate e reafirma disposição dos EUA em manter ofensiva até atingir objetivos

Sputinik Brasil 13/03/2026
Trump diz que conflito com Irã pode durar 'o tempo que for necessário'
Donald Trump afirma que ofensiva dos EUA contra o Irã seguirá até que objetivos sejam atingidos. - Foto: © AP Photo / Hassan Ammar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou fazer estratégias sobre o fim do conflito com o Irã, mas ressaltou que Washington está disposto a manter ataques pelo tempo necessário para alcançar todos os seus objetivos.

"Não posso dizer isso. Quer dizer, eu tenho a minha própria ideia… Vai durar o tempo que for necessário", afirmou Trump nesta sexta-feira (13).

Mais cedo, o portal norte-americano Axios revelou que Israel pretende ampliar significativamente a sua operação terrestre no Líbano, com o objetivo de destruir a infraestrutura militar do movimento xiita do Hezbollah.

“Israel planeja expandir de forma significativa sua operação terrestre no Líbano, com o objetivo de capturar todo o território ao sul do rio Litani e destruir a infraestrutura militar do Hezbollah”, informou o portal.

De acordo com a publicação, essa pode ser a maior operação terrestre de Israel contra o Líbano desde 2006. "Vamos fazer o que fizemos em Gaza", declarou uma autoridade israelense de alto escalonamento ao Axios.

Fontes citadas pelo portal afirmam que o governo dos Estados Unidos apoia a destruição da infraestrutura militar do Hezbollah, mas ressalta a importância de "limitar os danos ao Estado libanês" e defende negociações diretas entre Israel e Líbano para um acordo pós-guerra.

No início do mês, o Hezbollah retomou as hostilidades contra Israel após o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Em resposta, o exército israelense lançou ataques intensos contra o subúrbio ao sul de Beirute e diversas cidades e vilarejos no sul e leste do Líbano.

Segundo dados oficiais, 570 pessoas morreram, 1.444 ficaram feridas e cerca de 800 mil civis foram forçados a deixar suas casas.