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Dois ataques em menos de 2 horas deixam 3 mortos nos EUA e elevam alertas de segurança

Atentados em universidade na Virgínia e em sinagoga em Michigan reacendem temores sobre tensões internas e reforçam investigações antiterrorismo.

13/03/2026
Dois ataques em menos de 2 horas deixam 3 mortos nos EUA e elevam alertas de segurança
Estados Unidos - Foto: Reprodução

Dois ataques registrados na quinta-feira, 12, em um intervalo de menos de duas horas, resultaram em três mortes nos Estados Unidos, acendendo o alerta para a escalada das tensões internas no país.

Na Virgínia, um homem invadiu uma sala de aula da Universidade Old Dominion (ODU), balear três pessoas e acabou morto durante a ação. Uma das vítimas, o tenente-coronel do Exército Brandon A. Shah, não resistiu aos ferimentos.

Em Michigan, um homem morreu após invadir a sinagoga Temple Israel, em West Bloomfield, com um veículo, ferindo ao menos uma pessoa. O agressor foi atingido por disparos de seguranças da sinagoga e morreu no local.

Entenda os detalhes dos dois ataques:

Como foi o ataque à universidade?

O ataque na ODU, em Norfolk, ocorreu por volta das 10h50. Segundo as autoridades, um ex-oficial da Guarda Nacional do Exército invadiu uma sala de aula do Corpo de Treinamento de Oficiais da Reserva (ROTC) e abriu fogo contra os presentes. Alunos conseguiram reagir e imobilizar o agressor, que morreu durante a ação. O FBI informou que o atirador não foi baleado, mas não detalhou a causa da morte.

Como foi o ataque à sinagoga?

Menos de duas horas depois, a cerca de 1,1 mil quilômetros de distância, um homem invadiu a sinagoga Temple Israel, em Michigan, com um carro, avançando pelos corredores do local. A polícia foi acionada às 12h19 após denúncia de um possível atirador. Quando os agentes chegaram, o agressor já estava morto, atingido por disparos dos seguranças. As autoridades ainda apuram se o veículo usado continha explosivos.

Vítimas e feridos nos ataques

Na universidade, três pessoas foram baleadas: o professor Brandon A. Shah, que morreu, outro militar que permanece em estado crítico e uma terceira vítima que já recebeu alta. Na sinagoga, 30 policiais precisaram de atendimento hospitalar após inalar fumaça liberada pelo veículo do suspeito, e um segurança foi ferido, mas sem risco de morte.

Investigações em andamento

O ataque à universidade é investigado como ato de terrorismo. Testemunhas relataram que o atirador gritou "Allahu Akbar" ao invadir a sala. O suspeito foi condenado em 2017 por apoiar o grupo Estado Islâmico, cumpriu sete anos de prisão e estava em liberdade condicional.

No caso da sinagoga, o FBI trata o ataque como violência direcionada à comunidade judaica. O suspeito, de origem libanesa, chegou aos EUA em 2011 e obteve cidadania em 2016. A motivação ainda é apurada, mas relatos indicam que o agressor teria perdido parentes em um ataque israelense no Líbano dias antes.

Relação com o conflito no Oriente Médio

Embora nenhum dos suspeitos tenha mencionado diretamente a guerra entre EUA, Israel e Irã, autoridades americanas já estavam em alerta para possíveis retaliações e aumento das tensões internas desde o início do conflito. Sinagogas em todo o mundo reforçaram a segurança diante do temor de novos ataques.

O CEO da Federação Judaica de Detroit, Steven Ingber, lamentou a necessidade de preparação constante para incidentes como este: "Eu adoraria dizer que estou chocado, que estou surpreso, mas não estou", afirmou em coletiva de imprensa.

(Com informações de agências internacionais)