Geral
Ibaneis Rocha recusa convite do Senado para explicar caso Master
Governador do DF alega desconhecimento técnico e nega participação em operações entre BRB e Banco Master; senadores cogitam convocação.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), aceitou convite da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para prestar esclarecimentos sobre o caso Master. Em resposta ao colegiado, Ibaneis afirmou não ter conhecimento do mercado financeiro nem participação nas operações entre o Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do DF, e o Banco Master.
“Agradeço o convite, contudo, informei que não compareci à audiência pública, pois não possuo conhecimento técnico sobre o sistema financeiro e não participei das operações que envolvem o BRB e o Banco Master, de modo que não será possível contribuir com o tema”, justificou o governador em resposta oficial.
Ibaneis sugeriu que o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, fosse chamado para prestar esclarecimentos no lugar dele. Ao aprovar o convite, os senadores avisaram que poderiam transformar o requerimento em convocação, caso houvesse recusa.
A CAE montou um grupo de senadores para investigar o caso Master, com foco em apurar possíveis fraudes nas negociações entre o BRB e o banco de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal investiga a venda de R$ 12,2 bilhões em créditos podres do Master para o banco estatal.
Ibaneis chegou a apoiar publicamente a oferta de compra do Master pelo BRB, anunciada em março do ano passado e barrada em setembro pelo Banco Central. Em depoimento à Polícia Federal, conforme revelado no Estadão, Vorcaro declarou que conversou “algumas vezes” com Ibaneis sobre a venda do banco ao BRB e relatou que o governador já esteve pessoalmente em sua casa.
À época, Ibaneis negou ter conversado sobre o assunto com Vorcaro e afirmou ter estado apenas uma vez na casa do empresário, a convite para um almoço. “Entrei mudo e saí calado”, disse à reportagem.
Além disso, conforme revelou o Estadão, o governador assinou a venda de R$ 10 milhões em honorários para um fundo ligado à Reag, investigado no caso Master, antes do início das negociações entre o BRB e Vorcaro.
De acordo com diálogos obtidos pela PF, no dia 29 de agosto de 2025, o banqueiro relatou à então namorada que estava em Brasília para encontrar o “governador” (sem citar Ibaneis nominalmente) e discutir uma “estratégia de guerra”. Na ocasião, o Banco Central analisou a proposta do BRB para a compra do Master, que foi negada cinco dias depois.
Na última quarta-feira (11), o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o compartilhamento integral de informações e documentos sobre o caso do Banco Master com o CAE, incluindo dados sigilosos. A comissão busca acesso à diligência realizada por técnicos do tribunal no Banco Central, que decretou a liquidação do Master após apurar fraudes.
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