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Educação lidera alta e tem maior impacto no IPCA de fevereiro, aponta IBGE

Reajuste nas mensalidades escolares impulsiona grupo Educação, que respondeu por 44% do índice do mês; energia elétrica também registra aumento.

12/03/2026
Educação lidera alta e tem maior impacto no IPCA de fevereiro, aponta IBGE
- Foto: Reprodução / internet

Com os reajustes anuais das mensalidades de escolas e cursos, o grupo Educação avançou 5,21% em fevereiro, sendo o principal responsável pelo impacto de 0,31 ponto percentual no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período, que ficou em 0,70%. Apesar da elevação frente a meses anteriores, este é o menor resultado para fevereiro desde 2020.

Os dados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Juntamente com o grupo Transportes, que subiu 0,74% e contribuiu com 0,15 p.p., ambos representaram cerca de 66% do resultado mensal.

No acumulado do ano, o IPCA registra alta de 1,03%. Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% observados no período anterior.

O gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, destacou que, embora o resultado seja superior ao de meses anteriores, ainda é o menor para fevereiro desde 2020, quando foi de 0,25%.

“Em fevereiro do ano passado, o IPCA de 1,31% foi pressionado pelo grupo Habitação, especialmente pela energia elétrica, devido ao fim do Bônus de Itaipu, o que não ocorreu em 2026”, explicou Gonçalves. “Na comparação com o ano anterior, Educação acelerou, registrando 5,21% em fevereiro de 2026 ante 4,70% em fevereiro de 2025”, acrescentou.

O grupo Educação respondeu sozinho por cerca de 44% do índice de fevereiro. Cursos regulares tiveram a maior contribuição (6,20%), refletindo os reajustes típicos do início do ano letivo. Os maiores aumentos ocorreram em ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).

Energia elétrica sobe em mês de bandeira verde

A energia elétrica variou 0,33% em fevereiro, resultado de reajustes regionais, mesmo com a manutenção da bandeira tarifária verde. Em janeiro, o item havia registrado queda de 2,73%. O IPCA acelerou de 0,33% em janeiro para 0,70% em fevereiro, segundo o IBGE.

O grupo Habitação apresentou variação de 0,3% em fevereiro, revertendo a queda de 0,11% em janeiro.

“Com a permanência da bandeira tarifária verde, a energia elétrica subiu 0,33%. Houve reajustes devido à mudança no cálculo da CIP (Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública)”, explicou Gonçalves. “Em março, a bandeira tarifária será mantida, mas já foram anunciados reajustes no Rio de Janeiro, que registrou alta de 2,17% em fevereiro.”

A elevação no grupo Habitação também teve contribuição da taxa de água e esgoto (0,84%), após reajustes regionais em Porto Alegre, Belo Horizonte, Campo Grande e São Paulo.

Por outro lado, o gás encanado recuou 1,6%, refletindo reduções nas tarifas no Rio de Janeiro e em Curitiba.

Variações regionais do IPCA

Regionalmente, Fortaleza apresentou a maior variação do IPCA em fevereiro (0,98%), impulsionada pela alta dos cursos regulares (6,83%) e da gasolina (2,95%).

Já Rio Branco teve o menor índice (0,07%), influenciado pela queda na energia elétrica residencial (-1,27%) e no preço do automóvel novo (-0,85%).