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STF enfrenta recorde de desconfiança e desgaste ético, revela Datafolha
Pesquisa aponta pior índice de confiança no Supremo; escândalos e benefícios ampliam crise no Judiciário
A confiança no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o menor patamar já registrado pelo Datafolha, com 43% dos brasileiros afirmando não confiar na corte. O índice reflete o aumento das críticas diante de decisões controversas, suspeitas éticas envolvendo ministros e benefícios que elevam salários acima do teto constitucional, agravando o desgaste em todo o Judiciário.
Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, a percepção negativa sobre o STF cresceu: 43% dos entrevistados declararam desconfiança, superando os 38% do final de 2024. Já a confiança plena caiu para 16%, igualando o menor índice da série histórica. O Judiciário como um todo segue a mesma tendência, com 36% dos brasileiros afirmando não confiar na Justiça.
A avaliação do trabalho dos ministros também piorou. Apenas 23% consideram o desempenho do STF ótimo ou bom, frente a 32% na pesquisa anterior. Já a avaliação ruim ou péssima subiu para 39%.
O desgaste é mais acentuado entre homens, pessoas com maior escolaridade e brasileiros de renda alta, chegando a 65% entre aqueles que recebem mais de dez salários mínimos. A polarização política também influencia: eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tendem a avaliar melhor o tribunal, enquanto os do senador Flávio Bolsonaro (PL) concentram a maior rejeição.
O caso do Banco Master tornou-se um dos principais focos da crise. Suspeitas de relações impróprias entre ministros e o banqueiro Daniel Vorcaro atingiram diretamente Dias Toffoli, que deixou a relatoria após a Polícia Federal identificar negócios envolvendo sua família. Alexandre de Moraes também foi citado em diálogos periciados e já enfrentava questionamentos por um contrato bilionário do Master com o escritório de sua esposa.
A percepção de falta de limites éticos é reforçada pelos dados: ampla maioria rejeita que ministros julguem causas envolvendo clientes de parentes, sejam sócios de empresas ou recebam pagamentos por palestras privadas. Apesar disso, a criação de um código de ética enfrenta resistência dentro do próprio STF.
No Judiciário, outro ponto de desgaste são os chamados penduricalhos, benefícios que permitem remunerações acima do teto constitucional. Há casos de juízes recebendo mais de R$ 100 mil líquidos por mês. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) intensificou o monitoramento para barrar vantagens sem base legal, enquanto no STF o debate sobre obrigar todas as verbas salariais a respeitar o teto avança lentamente.
Por Sputinik Brasil
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