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Khamenei defende manter Estreito de Ormuz fechado e ameaça bases dos EUA
Em seu primeiro discurso como líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei reforça pressão sobre adversários e pede unidade no Irã.
O novo líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, defendeu a manutenção do bloqueio ao Estreito de Ormuz como instrumento de pressão contra Estados Unidos e Israel. Em pronunciamento televisionado nesta quinta-feira, 12, Khamenei também advertiu que bases militares americanas na região poderão ser alvo de novos ataques.
Em sua primeira fala oficial como líder supremo, Khamenei afirmou que o bloqueio da estratégica rota marítima deve continuar no contexto da guerra atual. “Certamente também se deve continuar a utilizar o instrumento de bloqueio do Estreito de Ormuz”, declarou. Ele classificou a medida como uma forma de pressionar adversários e sinalizou que outras ações poderão ser adotadas caso o conflito se prolongue.
Khamenei ainda ressaltou que Teerã pode ampliar o confronto, mencionando que “a abertura de outras frentes” foi estudada e poderá ocorrer “caso a situação de guerra continue e conforme os interesses o exijam”.
O líder iraniano também dirigiu um alerta aos países da região que abrigam forças americanas, recomendando o fechamento dessas instalações. “Esses países devem definir sua posição em relação aos agressores contra nossa pátria e aos assassinos de nosso povo. Recomendo que fechem essas bases o mais rápido possível”, afirmou.
Filho do ex-líder supremo Ali Khamenei, Mojtaba reforçou que o Irã continuará mirando bases militares utilizadas por adversários, mesmo mantendo relações diplomáticas com países vizinhos. “Acreditamos na amizade com os países vizinhos e estamos apenas mirando bases militares, e continuaremos a fazê-lo se necessário”, disse.
No discurso, Khamenei prometeu retaliar as mortes causadas por ataques recentes: “Não deixaremos de vingar o sangue de nossos mártires”, declarou, acrescentando que o processo de vingança continuará até ser “plenamente realizado”. Ele destacou que ataques contra civis, como o ocorrido em uma escola iraniana, terão peso especial nas respostas de Teerã.
O líder iraniano também afirmou que o país exigirá compensações de seus adversários. Caso não haja pagamento de indenizações, o Irã poderá confiscar ou destruir bens equivalentes do inimigo.
Além das ameaças militares, Khamenei fez um apelo à mobilização interna, pedindo unidade entre diferentes grupos da sociedade e reforçando a importância da participação nas cerimônias do Dia de Jerusalém. Segundo ele, “o elemento de enfrentamento ao inimigo deve receber a atenção de todos”.
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