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Tarifas de Trump aproximam Reino Unido da China, aponta imprensa britânica

Empresas britânicas buscam novos mercados diante das barreiras comerciais dos EUA e veem a China como parceiro mais estável.

28/02/2026
Tarifas de Trump aproximam Reino Unido da China, aponta imprensa britânica
Empresas britânicas intensificam relações comerciais com a China após tarifas dos EUA. - Foto: CC BY 2.0 / Flickr / Thomas Classen /

As tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, têm impulsionado empresas britânicas a fortalecerem seus laços com a China, contrariando os esforços do governo norte-americano de isolar Pequim no cenário internacional, segundo reportagem do jornal The Telegraph.

De acordo com a publicação, companhias do Reino Unido vêm reduzindo suas conexões comerciais com os Estados Unidos e expandindo operações em mercados como China, Japão, Austrália e diversos países da União Europeia.

O jornal destaca que, no último trimestre do ano passado, três quartos das empresas britânicas relataram queda ou estagnação nas vendas para os EUA.

"Por outro lado, as exportações para outros nove países aumentaram, e o número de fabricantes que relataram aumento nas vendas para a China duplicou ao longo do ano", reforça o The Telegraph.

O material ainda aponta que muitos exportadores britânicos diminuíram o foco no mercado norte-americano e intensificaram parcerias com economias asiáticas, especialmente a chinesa.

As empresas do setor manufatureiro foram as mais impactadas pelas tarifas, o que as levou a buscar novas oportunidades na China.

Nesse contexto, a matéria ressalta que a imprevisibilidade da política comercial dos EUA acelerou esse movimento de realinhamento.

Assim, o artigo conclui que as empresas britânicas enxergam a China como um parceiro mais estável e promissor para o crescimento futuro.

O jornal The Guardian também alertou que as tarifas de Trump podem comprometer expectativas de cortes significativos nas taxas de juros este ano.

Segundo a publicação, com o aumento promovido por Trump para uma tarifa global de 15%, a taxa tarifária efetiva deve subir para 14,5% nos próximos 150 dias, superando o patamar anterior à decisão da Suprema Corte que revogou as tarifas recíprocas.

A reportagem destaca ainda que tal política pode desencadear uma recessão e enfraquecer as esperanças de uma rápida recuperação da economia norte-americana.

Por Sputnik Brasil