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Governo prepara Brasil Soberano 2.0 para exportadores ainda afetados por tarifas dos EUA

Nova versão do plano busca apoiar setores como aço, alumínio e autopeças, ainda impactados por sobretaxas impostas sob a Seção 232.

27/02/2026
Governo prepara Brasil Soberano 2.0 para exportadores ainda afetados por tarifas dos EUA
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O governo federal estuda relançar o plano Brasil Soberano, criado em 2023 para amparar exportadores prejudicados pelo aumento de tarifas nos Estados Unidos. Agora, a iniciativa — batizada de Brasil Soberano 2.0 pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante — pretende beneficiar produtos que continuam sujeitos a sobretaxas setoriais de até 50% no âmbito da Seção 232.

As tarifas instituídas sob a Seção 232 afetam cerca de 29% das exportações brasileiras para os EUA, incluindo setores como aço e alumínio, que enfrentam uma alíquota adicional de 50%, e autopeças, com tarifa de 25% no mercado norte-americano.

Apesar de recente decisão da Suprema Corte dos EUA ter derrubado parte das tarifas implementadas pelo ex-presidente Donald Trump, as taxas fundamentadas na Seção 232 permanecem em vigor.

Durante entrevista coletiva nesta sexta-feira, em que foi apresentado um balanço da política industrial brasileira, Mercadante e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informaram que o governo avalia novas medidas para mitigar os impactos sobre os setores atingidos pela Seção 232.

Segundo Mercadante, parte dos recursos liberados para o plano Brasil Soberano não foi utilizada. A proposta é direcionar esses valores para apoiar exportadores afetados pelas sobretaxas, que, segundo o presidente do BNDES, devem continuar enfrentando esse cenário por mais tempo.

"Faz sentido o Brasil Soberano 2.0. Os recursos já existem", afirmou Mercadante, ressaltando que a iniciativa já foi estruturada pelo Ministério da Indústria e está sob análise do Ministério da Fazenda. "São recursos que estão na caixa do BNDES, não precisa do Tesouro", completou.