Geral
Doses mais altas de Mounjaro chegam ao Brasil em março; entenda as recomendações
Novas concentrações do medicamento para diabetes tipo 2 e obesidade ampliam opções de tratamento no país
A farmacêutica Eli Lilly anunciou nesta sexta-feira, 27, que as concentrações de 12,5 mg e 15 mg do Mounjaro estarão disponíveis no Brasil a partir da segunda quinzena de março. Com isso, o país passará a oferecer todas as doses do medicamento: 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg e 15 mg. O Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, é indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
"Com a chegada de doses mais altas, completamos o portfólio de Mounjaro no Brasil e damos um passo importante para apoiar médicos e pacientes em decisões realmente individualizadas", afirmou Felipe Berigo, diretor executivo de cardiometabolismo da Lilly, em comunicado à imprensa. "As doenças cardiometabólicas exigem opções terapêuticas que acompanhem a complexidade dos casos."
De uso injetável e aplicação semanal, a tirzepatida é uma substância que imita a ação de dois hormônios intestinais: o GLP-1 e o GIP (peptídeo inibidor gástrico). Por isso, o Mounjaro é classificado como um duplo agonista. Na prática, o medicamento atua no controle dos níveis de açúcar no sangue e na saciedade.
Concentrações mais altas são indicadas em quais casos?
A endocrinologista Lívia Porto, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que a resposta ao medicamento é dependente da dose, ou seja, o efeito varia conforme a concentração aplicada. Quanto maior a dose, mais significativos tendem a ser os resultados.
Por esse motivo, as doses mais altas são recomendadas para quadros mais graves. "Para obesidades mais graves e persistentes à resposta inicial, indicamos 12,5 mg ou 15 mg", exemplifica a especialista.
Lívia ressalta que, independentemente da gravidade, o tratamento deve sempre iniciar com doses baixas — de 2,5 mg — para todos os pacientes. Isso porque os efeitos colaterais também são dependentes da dose, podendo incluir náuseas, vômitos, diarreia, constipação, dor abdominal e diminuição do apetite.
"Esse escalonamento é fundamental para minimizar os efeitos adversos e facilitar o manejo, caso o paciente apresente queixas gastrointestinais. Por isso, nunca pulamos etapas", orienta a endocrinologista.
No entanto, o aumento da dose pode não ser necessário em todos os casos graves. Segundo Lívia, alguns pacientes podem responder muito bem às doses menores.
"Também avaliamos, durante o acompanhamento, a força e a composição corporal do paciente. Se identificarmos uma perda de peso robusta, mas com eliminação significativa de massa muscular, podemos optar por não aumentar a dose, mesmo que o objetivo seja uma redução maior de peso. Assim, ajustamos a dieta e, futuramente, pode-se considerar a progressão da dose do medicamento", conclui.
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