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IPCA-15 acima do previsto pressiona fevereiro e reforça expectativa de corte de juros
Inflação medida pelo IPCA-15 tem maior alta para fevereiro desde 2025, impulsionada por educação e passagens aéreas; mercado mantém projeção de desaceleração nos próximos meses.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) avançou 0,84% em fevereiro, superando as expectativas do mercado e registrando a maior alta para o mês desde 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pelos reajustes em Educação e pelo aumento expressivo das passagens aéreas.
Apesar do salto mensal, a inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 4,10%, abaixo dos 4,50% do período anterior. No acumulado de 2026, o índice chegou a 1,04%.
Educação lidera alta
A maior pressão veio do grupo Educação, que subiu 5,20% com os reajustes típicos do início do ano letivo. Ensino médio, fundamental e pré-escola tiveram aumentos superiores a 7%, respondendo sozinhos por 0,32 ponto percentual do índice e tornando-se o maior impacto entre os nove grupos pesquisados.
Transportes e alimentação também pesam
O grupo de transportes registrou a segunda maior alta, de 1,72%. As passagens aéreas dispararam 11,64%, contrariando expectativas de estabilidade, enquanto os combustíveis subiram 1,38%, com destaque para etanol, gasolina e diesel. Tarifas de metrô, trem, ônibus e táxi também aumentaram em diversas capitais, reforçando a pressão sobre o grupo.
Alimentação e bebidas teve alta moderada de 0,20%. O tomate subiu mais de 10% e as carnes avançaram 0,76%, enquanto itens como arroz, frango e frutas ficaram mais baratos. A alimentação fora de casa também contribuiu, com aumento de 0,46% em refeições e lanches.
Outros grupos e análise do mercado
Saúde e cuidados pessoais subiu 0,67%, puxada por produtos de higiene e planos de saúde. Habitação teve leve alta de 0,06%, influenciada por água, esgoto e aluguel, enquanto a energia elétrica recuou 1,37% devido à bandeira verde, ajudando a conter o índice geral.
O resultado acima do esperado trouxe sinais mistos para os analistas. Segundo o G1, parte da pressão é considerada sazonal, especialmente nas mensalidades escolares, mas o salto das passagens aéreas surpreendeu. Ainda assim, economistas destacam que a inflação segue perdendo força ao se observar tendências mais amplas.
Expectativa de corte de juros
As projeções de mercado seguem apontando inflação próxima de 4% em 2026. Instituições como o Banco Daycoval mantêm estimativas em torno de 3,8% até o fim do ano, apesar do dado mais forte de fevereiro, reforçando a leitura de desaceleração estrutural.
Com esse cenário, cresce a expectativa de que o Banco Central inicie o ciclo de cortes da Selic já em março, possivelmente com redução de 0,25 ponto percentual.
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