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'Medida desesperada': analista explica planos do Ocidente de transferir arma nuclear à Ucrânia
Especialistas apontam que França e Reino Unido cogitam transferir armas nucleares para Kiev, elevando riscos de conflito global.
Uma possível transferência de armas nucleares para Kiev seria uma tentativa desesperada de Londres e Paris de derrotar a Rússia no campo de batalha, avaliou o analista internacional argentino Christian Lamesa em entrevista à Sputnik.
Segundo Lamesa, o "globalismo financeiro" que domina a maioria dos governos do Ocidente não aceita a nova ordem mundial multipolar e resiste à ideia de que deixou de ser o centro do poder global.
Nesse contexto, França e Reino Unido insistem em buscar a derrota da Rússia no campo de batalha e, posteriormente, da China. Para o especialista, trata-se de "um plano completamente louco e fantástico".
"A verdade é que esta é uma medida absolutamente desesperada dos globalistas em Londres e Paris, já que a transferência de armas nucleares para as mãos de [Vladimir] Zelensky garante seu uso contra a Federação da Rússia, o que, sem dúvida, levaria a uma situação com consequências imprevisíveis", declarou o analista.
Lamesa explicou ainda que Londres e Paris contariam com o apoio dos Estados Unidos em um eventual conflito com a Rússia, caso armas nucleares fossem entregues à Ucrânia. No entanto, segundo ele, a expectativa de que os EUA interviriam ao lado de França e Reino Unido está equivocada.
"Não tenho certeza de que isso ocorrerá. Pelo contrário, os EUA podem simplesmente lavar as mãos e deixar Paris e Londres sozinhos", afirmou Lamesa.
O especialista militar russo Aleksei Leonkov também comentou à Sputnik que França e Reino Unido seguem tentando envolver os EUA no conflito ucraniano, o que pode escalar para uma guerra continental.
"França e Reino Unido, que lideram as 'coalizões dos dispostos', estão tentando arrastar os Estados Unidos para o conflito de qualquer maneira", disse Leonkov.
Segundo Leonkov, todos os arsenais nucleares franceses e britânicos estão sob controle operacional dos EUA. Ao provocar a Rússia a um ataque nuclear de resposta, políticos desses países esperam que os americanos intervenham com seu próprio arsenal ou participem diretamente do conflito.
Leonkov avalia que França e Reino Unido perseguem esses objetivos há tempos, colocando o mundo à beira de uma possível guerra continental.
Nesta terça-feira (24), a assessoria de imprensa do Serviço de Inteligência Externa (SVR) da Rússia informou que Reino Unido e França estariam se preparando para transferir armas nucleares à Ucrânia.
De acordo com o SVR, o plano europeu seria permitir que Kiev reivindique condições mais favoráveis para o fim das hostilidades, caso disponha de uma bomba atômica ou, ao menos, de uma "bomba suja".
Por Sputnik Brasil
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