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CEO da Anthropic recusa exigências do Pentágono sobre uso militar de IA

Dario Amodei afirma que empresa não permitirá uso de IA para armas autônomas ou vigilância em massa, apesar de pressão do governo dos EUA.

26/02/2026
CEO da Anthropic recusa exigências do Pentágono sobre uso militar de IA
Dario Amodei - Foto: AP Photo/Markus Schreiber, File

Dario Amodei, CEO da Anthropic, afirmou nesta quinta-feira, 26, que não concorda com as exigências do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, ressaltando que as ameaças do governo não mudarão a posição da empresa.

O episódio marca mais um capítulo na disputa entre o Pentágono e a Anthropic, após o secretário de Guerra, Pete Hegseth, estabelecer um prazo até sexta-feira, 27, para que a empresa respondesse à proposta final sobre o uso de inteligência artificial (IA) nas Forças Armadas dos EUA.

"É prerrogativa do Departamento selecionar os contratados que mais se alinham com sua visão", escreveu Amodei em comunicado. "Mas, dado o valor substancial que a tecnologia da Anthropic oferece às nossas forças armadas, esperamos que reavaliem a decisão."

O CEO destacou que a Anthropic exige garantias de que seus modelos não serão empregados em "armas totalmente autônomas" ou para vigilância doméstica em massa de cidadãos americanos. Segundo Amodei, o Pentágono deseja utilizar os modelos sem essas restrições. "O uso desses sistemas para vigilância doméstica em massa é incompatível com os valores democráticos. A vigilância em massa impulsionada por IA apresenta riscos sérios e inéditos às nossas liberdades fundamentais", argumentou.

Em resposta, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, negou as alegações em publicação no X, afirmando que o Departamento de Defesa não tem interesse em utilizar os modelos da Anthropic para essa finalidade e ressaltando que tal procedimento é ilegal.