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Etanol lidera alta entre combustíveis em fevereiro e acumula 5,1% de aumento no ano
Pesquisa aponta que etanol foi o único combustível a registrar alta expressiva no início de 2026, enquanto gasolina e diesel tiveram leve recuo.
O etanol hidratado voltou a liderar os aumentos entre os combustíveis no início de 2026. Em fevereiro, o litro do produto subiu 1,5%, chegando a R$ 4,702, e já acumula alta de 5,1% no bimestre — a maior variação entre os seis combustíveis analisados pelo Monitor de Preço de Combustível, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Enquanto isso, gasolina e diesel apresentaram ligeiras quedas: a gasolina comum fechou fevereiro a R$ 6,385 (-0,2%), o diesel S-10 a R$ 6,201 (-0,2%) e o diesel comum teve leve baixa de 0,1%. O Gás Natural Veicular (GNV) registrou a maior redução, de 1,4%, caindo para R$ 4,475.
No acumulado de 2026, cinco combustíveis ficaram mais caros — etanol, as duas versões de gasolina e os dois tipos de diesel —, enquanto o GNV ficou 3,7% mais barato. Em 12 meses, apenas o etanol apresenta avanço, de 5,9%, enquanto os demais registram quedas de até 6,3%.
A pressão sobre o preço do etanol reflete a entressafra da cana-de-açúcar, reajustes nas regiões produtoras e a vigência do novo ICMS desde janeiro. Já a gasolina absorve gradualmente as reduções de preços promovidas pela Petrobras no fim de janeiro.
"O movimento de fevereiro mostra um etanol ainda pressionado por fatores sazonais e tributários, enquanto gasolina e diesel apresentam maior estabilidade. Isso contribui para reduzir a volatilidade no curto prazo", afirmou em nota o CEO da Veloe, André Turquetto.
O estudo também indica um leve alívio no orçamento das famílias: abastecer um tanque de 55 litros com gasolina consome atualmente 5,7% da renda média, ante 6% há um ano. No entanto, segundo a Veloe, esse alívio não é homogêneo: o peso chega a 8,9% no Nordeste e 7,6% no Norte, bem acima do registrado no Sudeste (4,7%), Centro-Oeste (4,8%) e Sul (5%).
Para veículos flex, o etanol custa atualmente 76% do valor da gasolina — acima do limite de 70% que define vantagem econômica —, mantendo a gasolina como opção mais barata na maior parte do país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
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