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Gleisi Hoffmann afirma que solução para rombo do BRB cabe ao governo do DF

Ministra descarta intervenção da União e responsabiliza gestão de Ibaneis Rocha por prejuízo bilionário no banco estadual

26/02/2026
Gleisi Hoffmann afirma que solução para rombo do BRB cabe ao governo do DF
Gleisi Hoffmann - Foto: Reprodução / Instagram

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, criticou nesta quinta-feira, 26, a possibilidade de a União realizar aportes no Banco de Brasília (BRB) para cobrir o rombo na estatal do Distrito Federal. O BRB enfrenta dificuldades devido ao envolvimento com o caso do Banco Master, que foi liquidado e é alvo de investigações por irregularidades em suas operações.

Em publicações nas redes sociais, Gleisi declarou que a União "não tem nada a ver" com o caso e ressaltou: "Quem tem de apresentar uma solução para o rombo, e se explicar, é o governador Ibaneis (Rocha)", referindo-se ao chefe do Executivo do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

"Mídia e banqueiros falando como se fosse normal fazer aportes da União para salvar o BRB. Só que a União não tem nada a ver com as barbaridades que fizeram lá com o Banco Master", escreveu a ministra no X (antigo Twitter). "Quem tem de apresentar uma solução para o rombo, e se explicar, é o governador Ibaneis do Distrito Federal, controlador do BRB e responsável pelo que fez a direção do banco. Não venham espetar essa conta no bolso do povo brasileiro", completou.

Como revelou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a Caixa Econômica Federal está negociando a compra de carteiras de crédito do BRB.

A direção do banco público não descarta discutir outras alternativas, mas uma eventual federalização do BRB – hipótese em que a Caixa assumiria o controle acionário – ainda é considerada "prematura" pelo governo federal.

O BRB enfrenta um prejuízo estimado em R$ 5 bilhões, após adquirir carteiras de crédito problemáticas do Banco Master.

Para reforçar o capital da instituição após as perdas, o banco solicitou um aporte de até R$ 8,86 bilhões.

O governo do Distrito Federal, controlador e principal acionista do BRB, encaminhou à Câmara Legislativa do DF um projeto pedindo autorização dos deputados para realizar o aporte.