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Consórcio liderado pela RZK vence concessão para nova sede do governo de SP
Grupo brasileiro assume projeto de revitalização no Campos Elíseos, com investimento de R$ 6 bilhões e administração por 30 anos.
O consórcio formado pelas empresas brasileiras RZK Empreendimentos Imobiliários, Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat e Iron Property venceu a concessão da parceria público-privada (PPP) para construção e gestão da nova sede do governo de São Paulo, localizada no Campos Elíseos, região central da capital paulista. O grupo apresentou um desconto de 9,62% no valor mensal a ser pago pelo Estado para administrar o complexo.
O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) estipulou uma contraprestação mensal máxima de cerca de R$ 76 milhões. O consórcio vencedor propôs realizar o serviço por aproximadamente R$ 69,225 milhões. Apenas dois grupos participaram do leilão: o vencedor e o formado pela espanhola Acciona e pela brasileira Construcap, que ofereceu desconto de 5%.
“O Campos Elíseos, o primeiro bairro planejado de São Paulo, nasceu para servir a aristocracia do café, inspirado na Paris do século 16, e de repente se perdeu. Virou uma área degradada, da qual as pessoas começaram a se afastar. Esse projeto vai deixar um legado. Vamos resgatar o centro da cidade”, afirmou o governador Tarcísio.
A expectativa é que o contrato com o consórcio vencedor seja assinado até a metade do ano. “É o maior projeto brasileiro de revitalização. Vamos fazer de tudo para virar realidade o mais rápido possível”, declarou Felipe Mahana, diretor da M4, integrante do consórcio.
Ainda é necessário que a Assembleia Legislativa aprove o projeto de financiamento do complexo. “Já enviamos o projeto de lei. Por favor, celeridade para começarmos essas obras o mais rápido possível”, pediu Rafael Benini, secretário de Parcerias em Investimentos do Estado.
O projeto
Uma das principais promessas da gestão Tarcísio de Freitas, o projeto prevê a criação de uma esplanada nos arredores do Parque Princesa Isabel, para onde serão transferidas as sedes de secretarias e órgãos estaduais.
A previsão é que as obras tenham início em 2025, com entregas a partir de 2028. O contrato, com duração de 30 anos, inclui administração e zeladoria de 60 mil m² e prevê investimento de R$ 6 bilhões em melhorias.
A intenção do governo é transferir a sede de diversas secretarias e órgãos públicos para o Campos Elíseos, região que sofreu recente degradação, marcada pelo aumento de usuários de drogas da Cracolândia, além de furtos, roubos e crescimento da população em situação de rua, agravada pela pandemia e pelo fechamento de comércios.
Segundo o governo, cerca de 22 mil servidores passarão a trabalhar no novo complexo, que abrange prédios distribuídos em cinco quadras ao redor do Parque Princesa Isabel.
O projeto contempla a requalificação da área, incluindo o restauro de 17 imóveis tombados e a ampliação em 40% das áreas verdes. A concessionária também ficará responsável pela zeladoria e segurança do Parque Princesa Isabel e do Largo Coração de Jesus.
O terminal de ônibus Princesa Isabel será desativado para a expansão da praça, que se estenderá da Avenida Duque de Caxias à Alameda Glete. O terminal Luz, a ser construído em uma das saídas da estação de metrô, substituirá o antigo terminal.
O Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona sul, continuará como residência oficial do governador. Já a sede administrativa do governo será transferida para o Palácio dos Campos Elíseos, entre a Alameda Glete e a Avenida Rio Branco.
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