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Pesquisadora Licia Mota ministrará aula inaugural na ESCS com influência da obra de Klimt para debater sobre propósito e futuro da Medicina no Brasil
A pesquisadora e professora da UnB desafiará os calouros de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde a buscarem sentido além da técnica
Brasília 2026 — Ao unir arte, filosofia e ciência, Licia Mota, médica reumatologista, pesquisadora e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (FMUnB), levará uma proposta de reflexão sobre sentido, ética e futuro da profissão, para a aula inaugural do curso de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) - Universidade do Distrito Federal.
O evento, programado para o dia 9 de março, ocorre em um momento simbólico para a instituição, que celebra 25 anos de uma trajetória reconhecida nacionalmente por seu modelo de ensino inovador e integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O tema da aula, intitulada “O Friso da Medicina”, propõe uma visão disruptiva sobre a jornada do estudante e futuro médico, utilizando como metáfora a obra “O Friso de Beethoven”, do renomado artista austríaco Gustav Klimt.
Licia Mota, a partir da estrutura da obra, guiará os calouros por três movimentos simbólicos: o idealismo do “Chamado”, ou seja, a entrada na medicina movida por propósito; o confronto com as “Forças Hostis” da profissão, no qual ela abordará os desafios reais da prática que incluem as limitações do sistema de saúde, dilemas éticos, frustração clínica, sobrecarga emocional e risco de burnout e, por fim, a “Redenção pelo Sentido”, que representa a maturidade profissional construída pela integração entre técnica, ética e humanidade.
A professora da UnB celebra o convite para ministrar a aula magna da ESCS. “É muito positivo ver que instituições sólidas e bem avaliadas estão comprometidas com a formação de médicos capazes de responder às demandas de uma sociedade cada vez mais atenta à qualidade da assistência em saúde”, comemora.
Sobre a mensagem de sua palestra, a pesquisadora ressalta a urgência de se discutir não apenas a quantidade, mas a qualidade e o propósito da prática médica. “A minha principal mensagem é que a excelência na medicina não é um atributo automático do diploma. É uma construção contínua, que começa no primeiro dia de aula e exige disciplina, maturidade, compromisso com o rigor científico e responsabilidade diante da vida humana”, finaliza Licia.
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