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Confiança do setor de serviços recua em fevereiro, aponta FGV
Índice de Confiança de Serviços cai 0,7 ponto e atinge 90,2 pontos; expectativas para o futuro puxam queda
O Índice de Confiança de Serviços (ICS) registrou queda de 0,7 ponto em fevereiro em relação a janeiro, alcançando 90,2 pontos na série dessazonalizada, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Na mídia móvel trimestral, o índice apresentado nível alto de 0,1 ponto.
“Após três meses seguidos de alta, a confiança do setor de serviços acomodou em fevereiro, influenciada principalmente pelas variações das expectativas, enquanto as avaliações sobre a situação atual registraram melhorias discretas. O resultado dos últimos meses teve maior influência pelo movimento dos indicadores de expectativas, que vieram em trajetória favorável e se recuperaram agora em fevereiro . Ibre/FGV, em nota oficial.
A retração em fevereiro foi motivada principalmente pela piora nas expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 0,7 ponto, atingindo 92,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) recuperou 2,2 pontos, chegando a 88,1 pontos.
“Para os próximos meses, o cenário macroeconômico ainda apresenta desafios, mas a possibilidade de redução de juros nos próximos meses e a resiliência do mercado de trabalho ainda podem sustentar o nível da confiança do setor”, completou Tobler.
No ISA-S, o indicador de volume de demanda atual avançou 0,8 ponto, para 92,5 pontos, e o de situação atual dos negócios aumentou 0,7 ponto, para 92,3 pontos. Já no IE-S, a demanda prevista para os próximos três meses caiu 2,9 pontos, para 88,3 pontos, enquanto a tendência dos negócios nos próximos seis meses caiu 1,4 ponto, para 88,0 pontos.
De acordo com a FGV, a escassez de mão de obra comprometida tem se tornado um fator limitante cada vez mais relevante para o setor de serviços, tendência que se intensificou nos últimos meses, ainda que de forma desigual entre os segmentos.
“Mesmo com a desaceleração do ritmo de contratações formais, as empresas continuam relacionando dificuldade na contratação de mão de obra comprometida, especialmente nas atividades que historicamente são mais intensivas em trabalho”, acrescentou Tobler.
A pesquisa reuniu 1.301 empresas entre os dias 3 e 25 de fevereiro.
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