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Confiança do comércio recua 4 pontos em fevereiro e atinge menor nível desde 2022, aponta FGV
Índice de Confiança do Comércio cai para 87,3 pontos em fevereiro, refletindo pessimismo nas expectativas de vendas e demanda.
O Índice de Confiança do Comércio (Icom) registrou queda de 4,0 pontos na passagem de janeiro para fevereiro, atingindo 87,3 pontos, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) . Na mídia móvel trimestral, o índice recuou 0,3 ponto no mês.
Segundo Geórgia Veloso, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), a retração marca o fim de meses sem resultados negativos e reflete principalmente cinco uma reversão nas expectativas do setor. "A queda foi influenciada pela retrospectiva nas projeções de vendas para os próximos meses, após um período de tendência positiva, com avanço expressivo na virada do ano. Já as avaliações sobre a demanda atual, que se aproximavam da neutralidade, também recuaram, levando o indicador ao nível menor desde o início de 2022", destacou Veloso em nota oficial.
Em fevereiro, todos os seis principais segmentos do comércio pioraram na confiança.
"O varejo inicia 2024 ainda enfrenta um ambiente desafiador, sem perspectiva de rompimento da política monetária no curto prazo e com alto endividamento das famílias. Apesar disso, o mercado de trabalho segue sustentando a renda e ajudando a conter os impactos sobre a demanda. A recente reversão das expectativas indica maior cautela dos empresários quanto à sustentação dessa demanda", acrescentou Veloso.
O Índice de Situação Atual (ISA-COM) caiu 3,9 pontos, para 85,6 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) obteve 4,2 pontos, para 89,5 pontos, após cinco altas consecutivas.
Entre os componentes do IE-COM, o item que mede as perspectivas de vendas nos próximos três meses caiu 5,8 pontos, para 92,1 pontos, enquanto a expectativa sobre a tendência dos negócios nos próximos seis meses diminuiu 2,3 pontos, para 87,3 pontos.
No ISA-COM, o item que avalia a situação atual dos negócios recuou 2,9 pontos, para 86,2 pontos, e o indicador de volume de demanda atual encolheu 4,8 pontos, para 85,4 pontos, atingindo o menor patamar desde fevereiro de 2022.
A FGV também destacou que, após meses de alta, houve queda recente no Indicador de Desconforto do Comércio , que avalia a frequência com que fatores como demanda insuficiente, custo financeiro e acesso ao crédito são relatados como limitantes para a melhoria dos negócios. O recuo estaria relacionado, principalmente, à menor recorrência de menções à demanda insuficiente como fator limitante.
“Esse movimento pode sinalizar que a queda no indicador de demanda atual seja pontual, uma vez que a demanda vem deixando de ser uma preocupação central entre os empresários do setor”, explicou Veloso.
A Sondagem do Comércio de fevereiro coletou informações entre os dias 2 e 24 do mês.
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