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EUA anunciam novas sanções ao Irã em meio a protestos e tensões nucleares

Medidas ampliam pressão sobre Teerã antes de negociações em Genebra; repressão a manifestações universitárias se intensifica

26/02/2026
EUA anunciam novas sanções ao Irã em meio a protestos e tensões nucleares
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira, 25, novas avaliações contra o Irã como parte de uma campanha de “pressão máxima” antes da próxima rodada de negociações entre os dois países, marcada para esta quinta-feira, 26, em Genebra. O presidente Donald Trump ameaçou o regime iraniano com ataques não aceitou um acordo para desmantelar seu programa nuclear.

As análises mais recentes abrangem mais de 30 indivíduos, entidades e embarcações acusadas de facilitar a venda ilícita de petróleo iraniano e a produção de armas no país. “O Irã explora o sistema financeiro para vender petróleo ilícito, lavar dinheiro, adquirir componentes para seus programas de armas nucleares e convencionais e apoiar grupos terroristas”, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

Segundo Bessent, o governo americano continuará aplicando “pressão máxima sobre o Irã para aprimorar as capacidades bélicas do regime e seu apoio ao terrorismo”. Em seu discurso do Estado da União, Trump acusou o Irã de nutrir “ambições nucleares sinistras” e tentou uma grande mobilização militar no Golfo Pérsico.

Reação iraniana

O presidente do Irã, Massoud Pezeshkian, afirmou que há uma “perspectiva favorável” para as negociações, mas anunciou que o país responderá com força a qualquer ataque americano, incluindo possíveis ações contra bases dos EUA no Oriente Médio.

Na terça-feira, 24, o governo iraniano classificou como “grandes mentiras” as declarações de Trump em seu discurso. O Irã nega desenvolver mísseis intercontinentais e reforçar que seu programa nuclear tenha fins pacíficos.

“O que os EUA dizem sobre o programa nuclear iraniano, mísseis balísticos e o número de vítimas durante os protestos de janeiro é simplesmente uma repetição de grandes mentiras”, escreveu o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei.

Protestos e repressão

Enquanto se preparava para uma nova rodada de negociações, o regime intensificou a repressão a uma nova onda de manifestações contra o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Os protestos, que aconteceram no fim de semana, já se espalharam por 13 universidades, incluindo Teerã e Mashhad.

O governo iraniano mobilizou forças de segurança nos campi universitários. Policiais à paisana e membros da milícia Basij, ligados à Guarda Revolucionária Islâmica, ocuparam as instituições – 80% deles passaram a oferecer aulas a distância para evitar protestos.

Em alguns campi, houve confrontos entre estudantes e policiais. Imagens mostram brigas na Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã, enquanto caminhos com embarcações foram vistas do lado de fora da Universidade de Teerã.

Na Universidade de Tecnologia Sajjad, em Mashhad, também foram registrados confrontos. Em frente à Escola de Engenharia Mecânica, ativistas pró e contra o governo trocaram insultos verbais.

O ministro da Ciência, Hossein Simaei-Sarraf, declarou que o governo não tolerará “distúrbios” nas universidades. Já o procurador-geral Mohammad Azad sofreu punições rápidas. “Certos grupos, sob orientação do inimigo, tentam inflamar o ambiente interno”, afirmou.

Histórico de repressão

Em janeiro, o regime cortou o acesso à internet e promoveu forte repressão para conter os protestos. Segundo ONGs de direitos humanos, cerca de 7 mil pessoas morreram, embora o governo reconheça apenas 3.117 mortos.

Com agênciass