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Europa busca aproximação com BRICS para evitar isolamento global
Temor de perder protagonismo leva países europeus a dialogar mais com o bloco liderado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul
No encerramento de sua visita à Índia, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu o fortalecimento do BRICS e sugeriu que o grupo pode, no futuro, ocupar o espaço do G20 como principal fórum econômico mundial.
Lula afirmou que não enxerga o BRICS como rival direto de outras instâncias multilaterais, mas como parte de um processo de reorganização do sistema internacional. Segundo ele, diferentes fóruns podem convergir para um arranjo mais amplo e representativo do equilíbrio geopolítico global. "Quem sabe esse grupo nosso [BRICS] fortalecido vai se juntar ao G20 e, quem sabe, um dia a gente é só um grupo. Em vez de ser BRICS, a gente tem o G30", declarou o presidente.
Para a cientista política Isabela Silveira Rocha, a fala de Lula está inserida em um contexto de ano eleitoral e dialoga diretamente com sua base, que costuma apoiar organismos multilaterais internacionais como o BRICS. Rocha avalia que a aproximação entre G20 e BRICS ocorre em um momento em que a Europa e seus líderes — representados por França, Alemanha, Itália e União Europeia no grupo — tentam evitar serem "deixados para trás" no cenário global. "Se existe uma fragmentação global hoje, não é por causa dos BRICS, mas por causa da União Europeia", afirma a especialista.
Por Sputnik Brasil
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