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Petrobras pode retornar à Venezuela após possível acordo sobre dívida
Governo brasileiro avalia trocar dívida venezuelana por participação em ativos do setor de petróleo e gás.
A Petrobras pode voltar a atuar no mercado venezuelano caso seja firmado um acordo para converter a dívida de Caracas com Brasília em participação em ativos do setor de petróleo e gás, conforme informou a agência Brasil 247.
Segundo informações divulgadas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda alternativas para viabilizar o retorno da Petrobras à Venezuela, incluindo a possibilidade de transformar a dívida do país vizinho com o Brasil em ativos no setor energético.
A dívida em questão soma US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 9,37 bilhões), referente a financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos últimos dez anos e que não foram quitados por Caracas.
"Diante das perspectivas consideradas remotas de quitação no curto prazo, integrantes do governo avaliam a troca do passivo por participações acionárias em ativos estratégicos no setor energético venezuelano", destaca a publicação.
De acordo com outras fontes citadas, o presidente Lula deve tratar do tema com o presidente norte-americano Donald Trump em uma reunião prevista para março.
O objetivo é obter o aval dos Estados Unidos para que a estatal brasileira retome operações de exploração e produção em território venezuelano, especialmente após o episódio envolvendo o sequestro de Nicolás Maduro pelas autoridades norte-americanas no mês passado.
Entre as áreas de maior interesse para a Petrobras estão a produção de petróleo leve no lago Maracaibo, a extração de petróleo pesado na bacia do Orinoco e a recuperação de refinarias venezuelanas atualmente degradadas.
A presença internacional da Petrobras foi significativamente reduzida durante as gestões dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), períodos em que a empresa promoveu a venda de ativos no exterior.
No primeiro mandato de Lula, a estatal retomou a estratégia de internacionalização e enviou equipes técnicas para analisar oportunidades em países como Venezuela, Suriname, Guiana, Colômbia, Namíbia e Angola entre 2023 e 2024.
Por Sputnik Brasil
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