Geral
Galípolo agradece apoio de instituições no caso Master e é aplaudido em evento do BTG
Presidente do Banco Central destaca importância do respaldo do mercado após liquidação do Banco Master e incidentes de segurança no SFN
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi aplaudido durante evento promovido pelo BTG Pactual nesta quarta-feira, 11. O reconhecimento ocorreu após Galípolo agradecer publicamente o apoio recebido de instituições do mercado em dois episódios marcantes do ano passado: a liquidação do Banco Master, cujos efeitos ainda repercutem, e os incidentes de segurança que atingiram instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
"Eu preciso agradecer a todo mundo que está nessa sala e às instituições que ficaram ao lado do BC", afirmou Galípolo no início de sua fala, que foi seguida por uma rodada de aplausos. "Eu não posso exagerar a importância do apoio que a gente tem recebido do mercado nesses dois casos, da opinião pública e do jornalismo profissional."
A autoridade monetária enfrentou forte pressão após a liquidação do Banco Master, ocorrida em 18 de novembro de 2025. O episódio mais crítico foi a abertura de um processo de investigação pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, que chegou a considerar medidas cautelares contra o Banco Central.
Nesse contexto, entidades representativas do setor financeiro divulgaram manifestações públicas em defesa da autarquia. Em uma das ocasiões, 11 entidades — entre elas a Confederação Nacional das Indústrias Financeiras (FIN), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Zetta — declararam ter "plena confiança" na atuação do Banco Central.
Galípolo ressaltou ainda que o suporte das instituições foi fundamental para permitir ao BC calibrar o aperto regulatório após os incidentes de segurança no SFN, ocorridos no meio do ano passado. O caso mais notório foi o desvio de mais de R$ 800 milhões da CM Software. O presidente do BC destacou a necessidade de um esforço regulatório contínuo em situações como essas.
"Queria dizer para vocês que não vai voltar a acontecer uma liquidação de banco ou que não pode voltar a acontecer um incidente, mas isso é meio doping e antidoping, polícia e ladrão: você fecha uma porta, ele vai tentar um outro caminho. O que a gente precisa é estar aprimorando e melhorando para que não voltem a ocorrer os mesmos erros", explicou Galípolo.
Ele reiterou que o Banco Central promoveu uma série de mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para impor novos limites, e ressaltou que o processo de aprimoramento regulatório permanece em andamento.
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