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Protestos contra política migratória e intervenções externas da Casa Branca eclodem nos EUA
Manifestações em cidades como Nova York e San Francisco criticam políticas migratórias e externas do governo Trump, em meio a discussões sobre possível intervenção no Irã.
Milhares de pessoas foram às ruas em diferentes cidades dos Estados Unidos neste fim de semana para protestar contra as políticas migratórias e externas do governo Donald Trump.
Os atos, registrados em cidades como Nova York e San Francisco, criticaram duramente a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), além da condução considerada "autoritária" pela Casa Branca e das recentes intervenções internacionais.
Em Nova York, imagens amplamente divulgadas nas redes sociais mostram multidões marchando com faixas que diziam "No Kings, No War, No ICE" (sem reis, sem guerra, fora o ICE), em referência às deportações, às intervenções dos EUA — incluindo na Venezuela — e ao estilo de liderança do presidente.
Na Costa Oeste, os protestos ganharam força na região da baía de San Francisco. Centenas de manifestantes se reuniram na Ocean Beach, formando uma faixa humana com os dizeres "Foi um assassinato! Fora ICE!". O ato foi uma resposta à morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, baleada por agentes em Minneapolis no início da semana, e se estendeu a cidades próximas como Oakland, Berkeley e San Jose.
Atos ocorrem em meio a discussões sobre intervenção no Irã
As manifestações contra a política externa da Casa Branca acontecem em paralelo às discussões no governo Trump sobre uma possível intervenção no Irã, país que enfrenta protestos em massa devido à crise econômica. Segundo o jornal Wall Street Journal, o presidente deve se reunir na próxima terça-feira (13) com autoridades norte-americanas para debater os próximos passos em relação ao Irã.
"A reunião planejada do presidente com altos representantes do governo será dedicada à discussão de medidas adicionais. Espera-se que participem do encontro o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, e o presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine", afirma a publicação.
Entre as ações em análise estão o possível uso de ciberarmas secretas contra alvos militares e civis iranianos, novas sanções a Teerã e até ataques militares. O jornal destaca que ainda não há expectativa de decisão final, já que as discussões estão em estágio inicial.
De acordo com a CNN, citando um funcionário da Casa Branca, Trump não considera o envio de tropas ao Irã neste momento, embora o New York Times tenha informado que bombardeios contra Teerã estão sendo cogitados.
No Irã, os protestos iniciaram no fim de dezembro, motivados pela forte desvalorização da moeda local, o rial. As manifestações, que começaram por conta das oscilações cambiais e seus efeitos nos preços, evoluíram para confrontos com a polícia e críticas ao sistema político iraniano.
Por Sputinik Brasil
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