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Polícia apura morte suspeita de tio de Suzane von Richthofen em São Paulo

Miguel Abdalla Neto, médico e responsável pela guarda de Andreas após o crime de 2002, foi encontrado morto em casa. Causas ainda são investigadas.

11/01/2026
Polícia apura morte suspeita de tio de Suzane von Richthofen em São Paulo
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil de São Paulo investiga como morte suspeita o falecimento de Miguel Abdalla Neto, tio de Suzane von Richthofen. O médico ginecologista foi encontrado morto em sua residência, na zona sul da capital paulista, na última sexta-feira (9).

Abdalla Neto era irmão de Marisa von Richthofen, mãe de Suzane e de Andreas. Após o assassinato dos pais dos irmãos, em 2002, Miguel foi quem assumiu a guarda de Andreas, então menor de idade.

Segundo informações da Polícia Militar, o corpo foi localizado ao lado da cama, já em estado de rigidez cadavérica. As causas da morte seguem sob investigação, mas, de acordo com dados preliminares da PM, há indícios de "mal súbito ou morte natural".

Não foram encontrados sinais de arrombamento na residência.

A polícia foi acionada por um vizinho, após Miguel Abdalla Neto não ser visto por dois dias. Imagens de câmeras de monitoramento registraram sua chegada em casa na quarta-feira (7). Desde então, ele não compareceu ao trabalho nem atendeu à diarista na quinta-feira.

Diante da ausência de informações, um vizinho entrou em contato com a Polícia Militar, que solicitou perícia e exame necroscópico.

A morte foi confirmada por volta das 16h40 de sexta-feira, conforme registrado no boletim de ocorrência.

O caso foi registrado como morte suspeita no 27º Distrito Policial (Campo Belo), segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

Disputa pela herança após crime de 2002

Os pais de Suzane, Manfred e Marisa, foram mortos em outubro de 2002, em um crime que chocou o país. As investigações apontaram Suzane como mandante do assassinato, cometido com a ajuda dos irmãos Daniel (então namorado) e Cristian Cravinhos. Todos foram condenados e presos, mas atualmente respondem em liberdade.

Após o crime, Miguel Abdalla Neto e Suzane travaram uma disputa judicial pela herança da família, estimada em R$ 11 milhões (valores atualizados). Miguel chegou a ingressar com ação para excluir Suzane da lista de herdeiros. Com a condenação dela, Andreas foi nomeado inventariante do espólio.