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Trump descarta envio de tropas ao Irã em possível intervenção dos EUA, informa CNN

Apesar de avaliar opções militares, governo americano não considera ação terrestre direta contra o Irã neste momento.

11/01/2026
Trump descarta envio de tropas ao Irã em possível intervenção dos EUA, informa CNN
Donald Trump descarta envio de tropas ao Irã em meio à escalada de tensões e protestos no país. - Foto: © AP Photo / Mark Schiefelbein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não cogita o envio de tropas para o Irã em caso de uma eventual intervenção norte-americana. A informação foi divulgada neste domingo (11) pela emissora CNN, que cita um funcionário da Casa Branca.

O jornal New York Times havia reportado anteriormente que Trump recebeu informações sobre possíveis ataques ao Irã, em meio à onda de protestos no país, e estaria considerando seriamente autorizar ações militares.

"As opções que o presidente (Trump) está considerando não incluem o envio de um contingente militar ao território do Irã", destacou a CNN, citando uma autoridade da Casa Branca.

Já o portal Axios informou que fontes do governo afirmam que "todas as opções estão sobre a mesa" no caso iraniano, embora nenhuma decisão definitiva tenha sido tomada até agora. As discussões incluem ataques militares, mas a maioria das alternativas analisadas não prevê ações diretas. Ainda assim, autoridades reconhecem que é difícil prever qual decisão Trump poderá tomar.

Irã eleva o tom e ameaça reação

Com o aumento das tensões, o Irã endureceu o discurso contra Estados Unidos e Israel. Autoridades iranianas alertaram que qualquer bombardeio americano ao país resultará em ataques diretos a Israel e a bases e navios militares dos EUA na região. O alerta foi feito pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf.

O governo iraniano acusa EUA e Israel de fomentarem a instabilidade interna. O presidente Masoud Pezeshkian declarou que potências estrangeiras estariam "semeando caos" no país e pediu à população que se distancie do que classificou como atos de desordem.

Trump chegou a advertir as autoridades iranianas sobre possíveis reações caso haja mortes de manifestantes no país. Além disso, o presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos estão prontos para "ajudar" o Irã.

No sábado (10), Reza Pahlavi, filho do xá deposto em 1979, publicou um vídeo na rede social X convocando a população iraniana para uma greve geral, defendendo a tomada e manutenção de ruas e instalações estratégicas. Pahlavi já havia solicitado anteriormente ao presidente dos EUA uma intervenção na situação iraniana.

Após os apelos de Pahlavi, as manifestações se intensificaram desde 8 de janeiro, com vídeos nas redes sociais mostrando protestos em larga escala. No mesmo dia, houve interrupção do acesso à internet no país.

Em resposta às declarações internacionais, o chanceler iraniano Abbas Araghchi reforçou que os assuntos internos do Irã cabem somente ao próprio país e que nenhum agente externo tem o direito de interferir.

Os protestos no Irã começaram no fim de dezembro de 2025 devido à desvalorização do rial iraniano. O foco das manifestações tem sido as fortes oscilações cambiais e o impacto nos preços do atacado e varejo. Segundo o Banco Central iraniano, a inflação anual chegou a 38,9%, enquanto a moeda local segue em queda acelerada.

Por Sputnik Brasil