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Papel dos EUA no controle da situação na Venezuela pode se estender por anos, diz secretário

Secretário de Energia americano admite que atuação dos EUA na crise venezuelana pode durar além de dois anos, sem prazo definido.

11/01/2026
Papel dos EUA no controle da situação na Venezuela pode se estender por anos, diz secretário
Secretário dos EUA afirma que intervenção no controle da Venezuela pode durar anos, sem prazo definido. - Foto: © AP Photo / Cristian Hernandez

A atuação dos Estados Unidos no controle da situação na Venezuela, voltada para uma possível transferência de poder, poderá se estender por anos, afirmou neste domingo (11) o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright.

"Talvez um ou dois anos, ou até mais", respondeu Wright ao ser questionado pela emissora CBS sobre a duração da intervenção norte-americana na Venezuela. No entanto, ele ressaltou que, neste momento, não é possível estabelecer prazos exatos.

No início do mês, os Estados Unidos realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela, ocasião em que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados e levados para Nova York.

Logo após a operação, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou que Maduro e Flores seriam julgados nos EUA, sob a acusação de envolvimento com 'narcoterrorismo' e de representarem ameaça à segurança dos Estados Unidos. Maduro e sua esposa negaram as acusações durante audiência em um tribunal de Nova York.

Em resposta à ação dos EUA, Caracas solicitou uma reunião urgente da Organização das Nações Unidas (ONU), e a Suprema Corte da Venezuela atribuiu temporariamente as funções de chefe de Estado à vice-presidente Delcy Rodríguez. Na última segunda-feira (5), Rodríguez assumiu oficialmente como presidente interina da Venezuela e prestou juramento perante a Assembleia Nacional.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou solidariedade ao povo venezuelano, pediu a libertação de Maduro e de sua esposa e alertou para evitar uma nova escalada da crise. Em Pequim, seguindo a posição de Moscou, também foi feito um apelo pela libertação imediata do casal, argumentando que as ações dos Estados Unidos violam o direito internacional.

Por Sputinik Brasil