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Primeira-ministra do Japão cogita dissolução antecipada do parlamento, diz líder oposicionista
Sanae Takaichi avalia convocar novas eleições ainda no início do ano, segundo relatos de líderes partidários.
O líder do Partido da Inovação do Japão, Hirofumi Yoshimura, revelou que a primeira-ministra Sanae Takaichi sinalizou a possibilidade de dissolver o parlamento antes do previsto.
“A decisão de dissolver o parlamento cabe exclusivamente ao primeiro-ministro. Se isso acontecer, estamos preparados para enfrentar novas eleições a qualquer momento. Anteontem, tivemos uma breve conversa privada. Embora a primeira-ministra não tenha definido um prazo para a dissolução no início do ano, houve um momento em que mencionamos que ‘o cenário mudou’, então não me surpreendo com as notícias da mídia sobre essa possibilidade”, declarou Yoshimura em entrevista ao vivo à emissora NHK.
Yoshihiko Noda, líder do Partido Democrático Constitucional do Japão, também comentou à NHK que uma dissolução do parlamento por parte de Takaichi já era esperada, mas, se ocorrer, “será mais cedo do que eu imaginava”.
Segundo a agência de notícias Kyodo, Takaichi comunicou a um membro do Partido Liberal Democrático (PLD), legenda governista, que avalia dissolver o parlamento logo no início da próxima sessão legislativa, prevista para começar em 23 de janeiro. A informação foi divulgada neste domingo (11), com base em uma fonte próxima às negociações.
Em entrevista gravada na quinta-feira (8) e exibida no domingo pela NHK, Takaichi não confirmou planos para dissolver o parlamento, afirmando que seu foco está em “resolver os problemas atuais”, como a alta dos preços, após a aprovação, em dezembro, de um orçamento suplementar para financiar medidas de estímulo econômico.
Sanae Takaichi fez história ao se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do Japão, formando seu gabinete em 21 de outubro. Atualmente, o PLD e o Partido da Inovação detêm maioria mínima na câmara baixa. Alguns parlamentares do PLD defendem a dissolução do parlamento para aproveitar a alta popularidade do gabinete, que alcança cerca de 70% de aprovação.
Com informações da Sputinik Brasil
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