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Chancelaria venezuelana rebate alerta dos EUA sobre segurança no país
Ministério das Relações Exteriores da Venezuela afirma que alerta dos EUA é infundado e nega presença de milícias armadas em postos de controle.
O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela repudiou neste sábado (10) as alegações feitas pelos Estados Unidos sobre suposta insegurança no país e a atuação de grupos armados em postos de controle.
Em comunicado, a chancelaria venezuelana contestou o alerta emitido pelo Departamento de Estado dos EUA, que afirmava que milícias conhecidas como coletivos estariam estabelecendo bloqueios em busca de apoiadores norte-americanos. O governo dos EUA recomendou que seus cidadãos deixassem a Venezuela imediatamente.
"O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela observa que o alerta de segurança emitido pelo Departamento de Estado dos EUA se baseia em especulações com o objetivo de criar uma percepção de risco que, na realidade, não existe", afirmou o comunicado divulgado no sábado.
A pasta garantiu ainda que o país segue "em estado de completa calma, paz e estabilidade", com todas as comunidades, rotas de transporte, postos de controle e sistemas de segurança operando normalmente, e todas as armas da república sob controle.
No último dia 3 de janeiro, os EUA realizaram uma operação que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, ambos levados para Nova York. O então presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que Maduro e Flores seriam julgados por suposto envolvimento em "narcoterrorismo" e por representarem ameaça aos EUA.
A Suprema Corte da Venezuela transferiu temporariamente as funções de chefe de Estado para a vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu oficialmente como presidente interina perante a Assembleia Nacional em 5 de janeiro.
As ações dos EUA foram fortemente condenadas por Rússia, China e Coreia do Norte. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou solidariedade ao povo venezuelano, solicitou a libertação de Maduro e Cilia Flores e pediu esforços para evitar a escalada do conflito.
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