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Pyongyang cobra explicações de Seul após incursão de drone em seu espaço aéreo
Governo norte-coreano acusa Seul de violar soberania e alerta para possíveis retaliações após drone sul-coreano ser abatido.
A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) informou neste sábado (10) que rastreou e neutralizou um drone de vigilância sul-coreano que teria invadido cerca de 8 quilômetros de seu espaço aéreo.
De acordo com comunicado oficial do governo norte-coreano, o equipamento sobrevoou áreas consideradas sensíveis por Pyongyang, registrando imagens durante quase seis horas e percorrendo mais de 150 quilômetros.
O Estado-Maior do Exército da RPDC classificou o incidente como uma grave violação da soberania nacional e acusou Seul de contribuir para a escalada das tensões na península coreana. "A Coreia do Sul é o inimigo mais hostil contra nós […]. Ela é uma cópia perfeita dos lunáticos de Kiev", afirmou o Ministério da Defesa norte-coreano.
Em resposta, o Ministério da Defesa da República da Coreia declarou que o drone era composto por peças facilmente encontradas no mercado civil, mas prometeu investigar o episódio.
A vice-diretora do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, Kim Yo-jong, irmã do líder Kim Jong-un, afirmou em novo comunicado que não importa se o drone era militar ou civil, pois "o ponto central é que o espaço aéreo do país foi violado".
"No entanto, é necessário um esclarecimento detalhado sobre o caso do drone que cruzou a fronteira sul da nossa República vindo da República da Coreia."
Kim Yo-jong recordou que incursões semelhantes já ocorreram anteriormente e destacou que Seul se orgulhava de um "sistema de detecção e resposta a drones em tempo real baseado na mais recente tecnologia", sugerindo que as autoridades sul-coreanas não poderiam alegar desconhecimento do incidente.

Segundo a nota, as autoridades de Seul não podem se eximir da responsabilidade pelo ocorrido. Ainda conforme a declaração, insistir na versão de que o drone seria de origem civil apenas aumentaria o risco de novos confrontos.
"Se rotularem isso como uma ação de uma organização civil e tentarem afirmar que não se trata de uma violação da soberania, verão muitos drones sendo utilizados por organizações civis da Coreia do Norte. De qualquer forma, a recente infiltração de drones nos ajudou a entender melhor a Coreia do Sul, mais uma vez, um bando de arruaceiros e desordeiros."
O governo norte-coreano concluiu o comunicado ressaltando que a comunidade internacional deve identificar "quem realmente provoca a instabilidade" e advertiu que ações semelhantes poderão ter consequências mais amplas para a segurança regional.
"Se a República da Coreia optar por nos provocar novamente no futuro, jamais conseguirá lidar com as terríveis consequências que isso acarretará."
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