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EUA buscam controlar vendas de petróleo venezuelano, afirma secretário de Energia

Chris Wright destaca plano dos EUA para direcionar recursos do petróleo da Venezuela e influenciar cenário político do país sul-americano.

07/01/2026
EUA buscam controlar vendas de petróleo venezuelano, afirma secretário de Energia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que o governo norte-americano pretende vender o petróleo venezuelano e depositar os recursos em contas sob controle dos EUA. Segundo Wright, parte desse petróleo será destinada ao mercado doméstico americano. As declarações foram feitas nesta quarta-feira (data não informada) durante a conferência anual de energia do Goldman Sachs, em Miami, sendo sua primeira manifestação pública após a saída do ditador venezuelano Nicolás Maduro do poder.

Wright explicou que o objetivo é vender o petróleo da Venezuela tanto para refinarias americanas quanto para o mercado global, utilizando o controle das vendas como instrumento de pressão política. “Os EUA precisam controlar as vendas de petróleo para mudar a Venezuela”, afirmou. “A Venezuela não vai mudar a menos que os Estados Unidos exerçam alavancagem.”

O secretário ressaltou ainda que, ao controlar o petróleo venezuelano, os EUA aumentam significativamente seu poder de influência sobre o país sul-americano.

Durante o evento, Wright também projetou um aumento significativo da produção de petróleo venezuelano nos próximos meses, estimando um crescimento de várias centenas de milhares de barris adicionais no curto a médio prazo. Para viabilizar esse avanço, Washington pretende criar um ambiente favorável à entrada de empresas americanas no setor petrolífero venezuelano.

Além disso, o secretário destacou que os EUA desejam importar peças, equipamentos e serviços para ajudar na reconstrução da indústria petrolífera da Venezuela. Ele explicou ainda que o petróleo a ser entregue aos Estados Unidos virá de estoques venezuelanos, conforme anunciado pelo presidente Donald Trump na terça-feira.