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Preço interno mais alto da gasolina e diesel abre espaço para importação, aponta Abicom
Queda do petróleo e câmbio favorecem importadores; gasolina está há 49 dias e diesel há 8 dias com vantagem para compra externa
Ao contrário das expectativas iniciais, o preço do petróleo voltou a cair após o ataque norte-americano à Venezuela, ampliando a vantagem para a importação de diesel e gasolina no mercado brasileiro, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
No caso da gasolina, cujo preço foi reduzido em outubro do ano passado pela Petrobras, já são 49 dias consecutivos de oportunidades para importação. O diesel, por sua vez, está há 246 dias sem reajuste pela estatal e apresenta preços atrativos para importadores há oito dias.
"Com a redução do câmbio, acompanhada pela queda nos preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional, o cenário médio de preços está acima da paridade para ambos os combustíveis", informa a Abicom. A diferença média no país é de 5% para o diesel e 12% para a gasolina.
As menores diferenças de preços em relação ao mercado internacional são registradas na Refinaria de Mataripe, na Bahia, única refinaria privada relevante, com 14% de participação de mercado. O óleo diesel está sendo vendido 6% acima do preço internacional e a gasolina, 9%.
No polo de importação de Itacoatiara, no Amazonas, operado pela empresa privada Atem, a gasolina está 16% acima do valor praticado no exterior e o óleo diesel, 8%.
Nos demais polos, atendidos pela Petrobras, o Porto de Suape, em Pernambuco, se destaca com a gasolina 14% mais cara do que no mercado internacional e o óleo diesel, 5%. Na média das refinarias da estatal, a gasolina está com preço 13% acima do exterior e o diesel, 5%. Segundo a Abicom, para atingir a paridade, a Petrobras poderia reduzir a gasolina em R$ 0,34 por litro e o diesel em R$ 0,17 por litro.
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