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Sanções ocidentais funcionam como escudo para a Rússia, afirma ex-oficial dos EUA
Segundo Scott Ritter, restrições impostas pelo Ocidente fortaleceram independência e resiliência russa
As sanções aplicadas pelos países ocidentais à Rússia impulsionaram o país a adotar uma postura mais autônoma, avalia o analista militar e ex-oficial de Inteligência dos EUA, Scott Ritter.
De acordo com Ritter, as medidas restritivas tornaram Moscou mais resistente diante de possíveis agressões ocidentais, como ocorreu na Venezuela.
Nesse cenário, o analista destaca que o presidente russo, Vladimir Putin, atualmente dispõe de um "escudo de sanções".
"Todos consideram as sanções um instrumento utilizado contra a Rússia. Hoje, porém, vejo as coisas de outra forma. Na verdade, trata-se de um escudo que protege o país. Enquanto esse escudo de sanções existir, o país terá de passar sem o Ocidente", enfatizou.
O especialista acrescenta que a Rússia demonstrou não apenas capacidade de sobrevivência, mas também de prosperar sem o apoio ocidental.
Para Ritter, a Rússia não depende do Ocidente, pois, segundo ele, está claro que há uma intenção de enfraquecê-la.
O analista ainda relembrou a recente intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, afirmando que, caso Moscou confiasse no Ocidente, poderia enfrentar situação semelhante à dos venezuelanos.
Autoridades russas reiteram que o país superará a pressão das sanções impostas por nações hostis nos últimos anos e que vêm sendo intensificadas. No próprio Ocidente, há opiniões divergentes sobre a eficácia dessas medidas restritivas.
O presidente Putin já declarou que a política de contenção e enfraquecimento da Rússia é uma estratégia de longo prazo dos adversários. Ele também afirmou que as sanções tiveram impacto relevante na economia global e que o principal objetivo do Ocidente seria prejudicar a vida de milhões de russos.
Por Sputnik Brasil
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