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Governo argentino concede 741 km de rodovias no corredor do Mercosul
Nova concessão conecta Argentina ao Brasil e Uruguai, sem subsídios públicos e com foco em investimentos privados.
O Ministério da Economia da Argentina assinou, nesta terça-feira (6), contratos para a concessão de 741 quilômetros de rodovias nacionais que se conectam com as estradas do Brasil e do Uruguai, ambos integrantes do Mercado Comum do Sul (Mercosul), junto à Bolívia e ao Paraguai.
"Foi realizada a assinatura dos contratos da concessão de 741 quilômetros", informou a pasta em comunicado oficial.
A exploração, administração e manutenção do chamado trecho oriental foi concedida à empresa Autovía Construcciones y Servicios, enquanto um consórcio de companhias ficará responsável pelo denominado trecho de conexão.
As rodovias dessa primeira etapa da Rede Federal de Concessões atravessam as províncias de Buenos Aires (leste), Entre Ríos (leste), Santa Fe (centro-leste) e Corrientes (nordeste), sendo consideradas essenciais para as exportações e a integração logística com o Brasil e o Uruguai.
O novo sistema de concessão não contará com subsídios do setor público, que até então mantinha um modelo deficitário e sem benefícios reais aos usuários, segundo a atual gestão.
Em novembro, o Ministério da Economia licitou dois novos trechos de rodovias, totalizando 1.800 quilômetros.
"O governo avança com a segunda etapa da rede federal de concessões", afirmou na última quinta-feira o chefe de gabinete, Manuel Adorni, que também atua como porta-voz presidencial.
O governo argentino anunciou o objetivo de privatizar mais de 9 mil quilômetros de rodovias para melhorar a infraestrutura viária, eliminando subsídios e atraindo investimento privado.
A atual administração iniciou, em setembro, o processo de privatização da Corredores Viales, empresa estatal responsável por quase 6 mil quilômetros de vias expressas e rodovias nacionais em 13 das 24 jurisdições do país.
Desde que assumiu em dezembro de 2023, o presidente Javier Milei paralisou todo o investimento público em infraestrutura e já promoveu a privatização de nove empresas estatais, após a promulgação de uma lei aprovada pelo Congresso em junho de 2024.
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