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Heróis e traidores: Alberto Fujimori, presidente neoliberal e autoritário do Peru

Ex-presidente peruano é lembrado por conter a hiperinflação e combater o terrorismo, mas também por violações graves aos direitos humanos e autoritarismo.

Por Sputnik Brasil 06/01/2026
Heróis e traidores: Alberto Fujimori, presidente neoliberal e autoritário do Peru
Alberto Fujimori, ex-presidente do Peru, símbolo de reformas neoliberais e violações de direitos humanos. - Foto: © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

Alberto Fujimori, político peruano de ascendência japonesa, governou o Peru entre 1990 e 2000, ascendendo ao poder com um discurso populista. Durante seu mandato, implantou reformas neoliberais profundas, promovendo a privatização de centenas de empresas estatais em setores estratégicos e atraindo investimentos estrangeiros, especialmente dos Estados Unidos.

Em abril de 1992, Fujimori realizou um autogolpe, dissolvendo o Congresso e o Judiciário. Seus apoiadores creditam a ele o controle da hiperinflação herdada do governo anterior, por meio do rigoroso ajuste econômico conhecido como Fujishock, além do desmantelamento do grupo terrorista Sendero Luminoso.

No entanto, tais conquistas vieram acompanhadas da supressão das instituições democráticas. O regime de Fujimori criou esquadrões da morte, como o Grupo Colina, responsáveis por massacres, e promoveu esterilizações forçadas que atingiram até 300 mil mulheres pobres e indígenas, com apoio e financiamento da USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional).