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Agressão dos EUA à Venezuela ignora normas de direito internacional, diz analista
Segundo o tenente-coronel Earl Rasmussen, ações de Washington prejudicam imagem global dos Estados Unidos e ameaçam estabilidade na Venezuela.
A postura agressiva dos Estados Unidos contra a Venezuela evidencia o desrespeito de Washington às normas do direito internacional e prejudica sua imagem perante a comunidade internacional, afirmou o tenente-coronel aposentado do Exército norte-americano, Earl Rasmussen, em entrevista à Sputnik.
O analista militar destacou que os recentes episódios envolvendo o bombardeio e o sequestro do chefe de Estado venezuelano são extremamente preocupantes. Para Rasmussen, o flagrante desrespeito a quase todas as normas do direito internacional e constitucional é motivo de grande preocupação.
"A agressão aberta dos Estados Unidos e o completo desrespeito ao Estado de Direito claramente prejudicam nossa imagem internacional e minam nossa credibilidade", declarou o tenente-coronel.
O especialista também manifestou preocupação quanto às possíveis consequências para os EUA após a captura de Maduro, alertando que o país pode enfrentar na Venezuela situações semelhantes às vividas em outras nações onde interveio para promover mudanças de governo.
"Infelizmente, neste caso, as consequências podem ser muito mais graves", acrescentou.
Rasmussen afirmou ainda que o futuro da Venezuela está ameaçado e que o atual cenário pode desencadear uma guerra civil de longa duração.
No dia 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram um ataque de grandes proporções contra a Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Celia Flores, que foram levados para Nova York.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Maduro e Flores serão julgados por suposto envolvimento em "narcoterrorismo" e por representarem ameaça, inclusive aos EUA.
Vasily Nebenzya, representante permanente da Rússia na ONU, classificou o sequestro de Maduro como um ato de banditismo, ressaltando que não existe justificativa para o crime cometido de maneira cínica pelos EUA em Caracas.
Por Sputnik Brasil
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