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Diplomatas dos EUA se recusam a atuar na Venezuela e classificam ações como 'ocupação'

Parte dos diplomatas norte-americanos rejeita retorno à embaixada em Caracas e critica postura dos EUA no país

Sputinik Brasil 05/01/2026
Diplomatas dos EUA se recusam a atuar na Venezuela e classificam ações como 'ocupação'
Diplomatas dos EUA resistem ao retorno à Venezuela em meio a tensões e acusações de ocupação. - Foto: © AP Photo / Fernando Llano

Diplomatas dos Estados Unidos afirmaram que se recusarão a trabalhar na embaixada norte-americana na Venezuela caso suas atividades sejam retomadas, classificando as ações de Washington no país como uma "ocupação". A informação foi publicada nesta segunda-feira (5) pelo jornal Washington Post, que cita uma fonte anônima.

Segundo a reportagem, um grupo de diplomatas de carreira se voluntariou para ir a Caracas com o objetivo de reabrir a embaixada dos EUA, encarando a missão como uma "oportunidade de abrir um novo caminho nas relações entre Estados Unidos e Venezuela".

"Outros diplomatas, no entanto, recusaram essa possibilidade, por considerarem que isso significaria colaborar com forças de ocupação no país", destaca o jornal.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou a jornalistas que seu governo avalia a possibilidade de reabrir a embaixada norte-americana em território venezuelano.

As relações diplomáticas entre Caracas e Washington foram rompidas em março de 2019, após o reconhecimento, por parte dos EUA, de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Na ocasião, o corpo diplomático norte-americano deixou a embaixada.

Em 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela; o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados e levados para Nova York. Trump declarou que ambos seriam julgados por suposto envolvimento com narcoterrorismo e por representarem ameaça aos EUA.

Maduro e sua esposa negaram as acusações durante audiência em tribunal de Nova York.

Em resposta à operação dos EUA, Caracas solicitou uma reunião de emergência na ONU, e o Supremo Tribunal da Venezuela atribuiu temporariamente as funções de chefe de Estado à vice-presidente Delcy Rodríguez, que prestou juramento perante a Assembleia Nacional.