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Embaixador dos EUA na ONU afirma que operação na Venezuela foi 'aplicação da lei', não ato de guerra

Diplomata defende ação norte-americana e nega ocupação; Rússia, China e Coreia do Norte criticam operação e pedem libertação de Maduro.

05/01/2026
Embaixador dos EUA na ONU afirma que operação na Venezuela foi 'aplicação da lei', não ato de guerra
Embaixador dos EUA na ONU defende operação na Venezuela durante reunião de emergência do Conselho de Segurança. - Foto: © AP Photo / Alex Brandon

Os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela nem ocupam o país, afirmou nesta segunda-feira (5) o embaixador dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, durante reunião de emergência do Conselho de Segurança.

"Não há guerra contra a Venezuela ou seu povo. Não estamos ocupando um país. Foi uma operação de aplicação da lei em apoio a acusações legais que existem há décadas", declarou Waltz.

O diplomata destacou ainda que Washington se opõe à tentativa de transformar o hemisfério ocidental em base de operações para adversários dos EUA.

"Não vamos permitir que o hemisfério ocidental seja usado como base de operações para os adversários, competidores e rivais dos Estados Unidos. Não se pode transformar a Venezuela em um centro de operações para o Irã, para o Hezbollah ou para gangues", afirmou Waltz, acrescentando que os Estados Unidos desejam um futuro melhor para a Venezuela.

No dia 3 de janeiro, os EUA realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela. O presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados e levados para Nova York. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que Maduro e Flores serão julgados sob a acusação de envolvimento com "narcoterrorismo" e de representarem ameaça aos EUA.

Em resposta à operação dos EUA, Caracas solicitou uma reunião de emergência na ONU. O Supremo Tribunal da Venezuela transferiu temporariamente as funções de chefe de Estado para a vice-presidente Delcy Rodríguez.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou solidariedade ao povo venezuelano, pediu a libertação de Maduro e de sua esposa e defendeu a não escalada da crise.

Em Pequim, autoridades também exigiram a libertação imediata do presidente venezuelano e de sua esposa, ressaltando que as ações dos EUA violam o direito internacional. A chancelaria da Coreia do Norte igualmente condenou as ações americanas.

Por Sputnik Brasil