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"Sou inocente. Não sou culpado", afirma Maduro em tribunal federal de Nova York

Presidente venezuelano nega envolvimento em crimes de narcoterrorismo e critica ação dos EUA durante audiência judicial.

05/01/2026
'Sou inocente. Não sou culpado', afirma Maduro em tribunal federal de Nova York
Nicolás Maduro se declara inocente em audiência nos EUA e denuncia sequestro internacional. - Foto: © RS/Fotos Públicas

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, declarou-se inocente das acusações de narcoterrorismo e outros crimes apresentados pelos Estados Unidos durante audiência em tribunal federal de Nova York.

Segundo informações da agência Reuters, Maduro afirmou: "Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente", ao responder às acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de conspiração para possuir tais armamentos contra os EUA. O líder venezuelano também declarou ser um presidente sequestrado.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados para Nova York após serem detidos pelos EUA na manhã de sábado (3). Ambos respondem a uma nova denúncia protocolada em sigilo no Distrito Sul de Nova York pouco antes do Natal, que retoma acusações já apresentadas em 2020 por um tribunal federal de Manhattan. Maduro afirmou não ter tido acesso prévio à acusação nem conhecimento pleno de seus direitos.

Durante a audiência, Maduro estava acompanhado de seu advogado, Barry Pollack—conhecido por defender Julian Assange, fundador do WikiLeaks—, e do co-advogado Mark Donnelly. Cilia Flores também acompanhava a sessão, ambos utilizando fones de ouvido para tradução simultânea. Pollack, com mais de 30 anos de experiência em casos criminais complexos, afirmou que Maduro enfrenta problemas de saúde que requerem atenção especial e que solicitará fiança para o casal.

O juiz marcou uma nova audiência para o dia 17 de março. Em reação à ação dos EUA, a Colômbia convocou uma sessão extraordinária da ONU, com apoio de China, Rússia e Venezuela. Outros países, como Brasil, Argentina, Cuba e México, também se manifestaram. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a operação como um "precedente perigoso", destacando a violação do direito internacional.

Fonte: Sputnik Brasil