Geral
Intervenção dos EUA na Venezuela sinaliza retorno à política de força
Especialistas apontam que ação militar e captura de Maduro marcam nova fase nas relações internacionais, com foco em interesses estratégicos dos EUA.
A intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro marcam o início de uma nova era nas relações internacionais, em que a força prevalece sobre o direito, segundo o colunista do The Washington Post, Ishaan Tharoor.
A operação foi interpretada internacionalmente como um ato de intervenção militar direta, violando princípios fundamentais do direito internacional. Para o analista, o ataque em Caracas confirma uma guinada na política externa de Donald Trump rumo a um novo imperialismo, no qual interesses energéticos e econômicos se sobrepõem ao discurso democrático.
Oliver Stuenkel, da Fundação Getulio Vargas, citado por Tharoor, avalia o ataque à Venezuela como o primeiro sinal concreto de Trump aplicando sua nova estratégia de segurança nacional, que define o Hemisfério Ocidental como esfera de influência dos Estados Unidos.
Com a ofensiva, a Casa Branca rompeu definitivamente com o consenso pós-guerra, ignorando tanto o Congresso quanto a ONU. O resultado, alerta o especialista, é um cenário global em que quem detém o poder impõe as regras: um "Velho Oeste geopolítico", em referência ao período de expansão territorial no oeste dos Estados Unidos.
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Por Sputnik Brasil
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